Alagoas, 23 de agosto de 2019

Solidariedade


Se eu mudei diante da dor e do sofrimento? Sim, mudei demais, primeiro o mundo desabou sobre mim, e tudo o que acreditei em minha vida toda não fazia mais sentido, não via nenhum motivo lógico para nossa existência aqui na terra, perdi o norte e o chão, mas Deus é tão bom que arrumou um jeito de me colocar de novo de pé e perceber que por mais difícil que pareça a gente entender isso no momento do desespero, Ele continua sendo bom, perfeito e justo em tudo o que faz!!! Eu aprendi que o segredo de tudo está na nossa consciência e nosso relacionamento íntimo com Deus, só Ele conhece verdadeiramente o nosso coração, aprendi que eu vou viver do jeito que eu quero, fazer o que tenho vontade, vestir o que tenho vontade, ir aonde tenho vontade, defender aquilo que acredito, respeitando sempre a individualidade do outro, me esforçando para fazer ao outro aquilo que gostaria que fizessem a mim.

Ouvi muitas palavras de consolo de muita gente à época do acidente, muita gente a me desejar inúmeras coisas boas, mas infelizmente percebi que ao tempo que coisas boas aconteciam em minha vida, essas mesmas pessoas se incomodavam, e arrumavam todo tipo de crítica para julgar a mim e a minha vida. Aí percebi o quanto somos pequenos enquanto seres humanos, por que nos incomodamos tanto com a alegria, a satisfação pessoal, o sucesso, a realização profissional ou a paz interior do outro? Como temos a língua peçonhenta e o coração amargurado para julgar os outros. Porque se uma famosa qualquer, bem longe da nossa realidade usa a roupa que quer, posta a foto como quer, ela é diva, musa e maravilhosa, mas se for nossa vizinha, nossa amiga, nossa companheira de trabalho ou nossa irmã, é exposição, tá querendo se mostrar ou qualquer crítica do tipo, o que a foto ou a roupa, ou o modo de quem quer que seja se por ter tem influenciado sua vida, ou te agredido de alguma forma, ou te ofendido? Por que tanto incômodo, tanto julgamento e tanta crítica? “Ah mas as famosas vivem disso, da imagem, é a vida delas” Mas é também a vida de cada um, e, como já disse aqui, quem somos nós pra limitar a vida do outro? Vamos ser as feministas hipócritas que dizem que a mulher pode ser o que ela quiser, contanto que não se destaque, contanto que não me incomode aquilo que ela escolheu ser para vida dela?

Amados e amadas, enxergamos o mundo com os olhos da nossa alma, se nossa alma é treva, assim enxergaremos os outros, com tudo de ruim que podemos ver, mas quando a nossa alma é luz, buscamos sempre o melhor no outro, vemos o lado bom e positivo no outro e em suas atitudes. Será realmente que o problema, o comportamento inadequado e o mal está no outro, ou é difícil enxergarmos que depositamos no bem do outro as dores por nossas próprias frustrações? Julgue menos e ame mais!!! Sejamos luz e não trevas!!! Vou continuar sim sendo feliz, usando o que gosto, fazendo o que gosto e sendo trouxa como sempre fui, vou continuar amando e desejando luz àqueles que derramam veneno sobre a vida dos outros!!!

PAZ E LUZ SEMPRE!!!