Alagoas, 23 de agosto de 2019

Nos dias atuais, carnaval é deleite da burguesia decadente!


Deleite da burguesia retrógrada e decadente de Alagoas, é ver umas 200 mil pessoas irem a seu habitat, embriagar-se, acreditando que o carnaval é uma festa democrática!

No último sábado, dia três de fevereiro de 2018, nas tais prévias carnavalescas em Maceió, segundo relatos, eu mesmo presenciei nas imediações da “festa democrática”, a PM abordou negros e quem ela imaginava serem pobres, os brancos e aqueles “dublês” de ricos, não são incomodados!

Quando uma pessoa de classe média foi abordada nessa festa, geralmente jovens, são encarados como “meninos rebeldes”, em muitos casos, bastou um esbarrão, começava ali o infortúnio do detido, bordoadas e mais bordoadas, é necessário isso? Uma família teve seu filho torturado, espancado e humilhado, foram à imprensa, polícia judiciária e justiça para denunciar o caso. O competente Advogado Ricardo Morais, da Comissão de Direitos Humanos da OAB tomou conhecimento do fato, espero sinceramente que este e outros fatos não fiquem impunes!

Voltando ao tema especifico, a bem da verdade nunca houve de fato democracia em carnaval, difícil precisar é bem verdade, mas desde quando se utiliza o as festas momescas para fins comerciais, alguém está lucrando e aí começa existir a seletividade, quem paga mais vai ter mais espaço na festa, quem não tem grana não brinca!

O carnaval já foi proibido, era coisa de vândalos, o mela-mela era coisa de desocupados, negros, eram duramente reprimidos pela polícia, pelas forças de seguranças, entre o final do século XIX e início do XX.

O samba, tal enaltecidos nos dias atuais, foi vitima também da repressão, em um país que passou mais de trezentos anos escravizando negros, esta nossa dosagem de racismo se voltava para a cultura negra, aliás, não só música, mas também a religião de matriz africana foi duramente reprimida.

A muito tempo atrás, do ponto de vista cultural, parte da esquerda acreditou que marcaria espaços também nas folias de carnaval, principalmente com o advento dos trios elétricos, o Bloco Meninos da Albânia, organizado pela militância do PC do B, tentou ser isso.

Mas foi só no começo, depois virou mais do mesmo, hoje, nenhum bloco está ali de graça, tem cordas, virou uma atração para as elites, e como disse, não existe a tal folia espontânea, uma bandinha, arrastando uma multidão, isso é coisa do passado!
Até porque, continuo pensando da mesma forma, é tudo mercado, a festa é para desviar o curso das coisas, não é um fim em si, mas as pessoas, em sua ampla maioria, principalmente os setores da classe pendular, que é a classe média, faz isso como um troféu para ser exibido o ano inteiro!