Estado é reconhecido nacionalmente por trabalho em prol da primeira infância

A atenção à primeira infância constitui um dos melhores investimentos sociais, pois é de 0 a 6 anos de idade que a criança estabelece a arquitetura cerebral que lhe permitirá aprender, sentir, relacionar-se, comportar-se e se desenvolver ao longo da vida. Os cuidados e a estimulação nos primeiros anos de vida exercem uma função importante no desenvolvimento emocional, cognitivo e social e vêm sendo muito destacados por especialistas de todo o mundo.

Com foco nesse importante período, o Governo de Alagoas vem trabalhando a convergência de ações para fortalecer a rede de proteção a crianças em situação de vulnerabilidade social, bem como a suas famílias. O trabalho se reflete nos números alcançados pelo Programa Criança Feliz, que em Alagoas já conta com a participação de 97% dos municípios, um dos maiores percentuais registrados pelo Governo Federal.

O Criança Feliz acompanha, semanalmente, as crianças de até 3 anos beneficiárias do Bolsa Família e de até 6 anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Por meio de visitas domiciliares às famílias participantes do programa, as equipes do Criança Feliz fazem o acompanhamento e dão orientações importantes para fortalecer os vínculos familiares e comunitários e estimular o desenvolvimento infantil.

Até novembro de 2018, o Estado alcançou a marca de 432.133 visitas realizadas, sendo 15.940 famílias, 15.445 crianças e 3.228 gestantes acompanhadas. Os números expressivos renderam uma homenagem do Governo Federal ao Estado de Alagoas. Durante o Encontro Nacional do Criança Feliz, em Brasília, a coordenadora estadual do programa em Alagoas, Kaliny Keyse, recebeu uma condecoração das mãos do ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Albetrame.

Na avaliação da coordenadora, os resultados são fruto de um trabalho intersetorial entre as áreas de assistência social, educação e saúde. “Os visitadores são constantemente capacitados em diversas áreas de conhecimento, como saúde, educação, serviço social, direitos humanos, cultura, etc. Isso faz a troca com as famílias ser rica e constante. Acreditamos que, assim, novos campeões serão criados e a luta pelo desenvolvimento social será vencida”, ressaltou.

Caso de Alagoas é publicado em livro com referências da América Latina

Algumas das muitas histórias de superação que surgem em decorrência do programa estão reunidas nos cinco capítulos do livro “Da ciência à prática – Os programas de apoio ao desenvolvimento infantil na América Latina”. O livro é um dos mais completos levantamentos sobre as iniciativas de estímulo ao desenvolvimento de crianças de 0 a 6 anos e tem apoio da fundação holandesa Bernard van Leer, referência mundial em primeira infância.

Escolhidos por conta dos seus avanços e desafios, treze estados de todas as regiões brasileiras, incluindo Alagoas, foram visitados in loco, entre maio e junho de 2018, por uma equipe de Jornalistas Amigos da Criança – título concedido pela organização da sociedade civil ANDI Comunicação e Direitos, com o apoio do Unicef e outras instituições, aos profissionais que mais se destacaram na cobertura desse tema.

A equipe percorreu centenas de quilômetros no país inteiro para acompanhar de perto dezenas de visitas e entrevistar gestores, visitadores, supervisores, crianças, pais, mães e avós, entre outros. Durante um ano, vinte jornalistas com experiência na primeira infância percorreram 22 municípios, onde colheram depoimentos sobre as transformações que o programa acarreta na vida das famílias, entre eles as cidades de São Miguel dos Campos e São José da Lage.

O secretário de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social, Fernando Pereira, vê a escolha como um reconhecimento da atuação das equipes municipais, que trabalham diretamente com as famílias cadastradas no programa. Para ele, a publicação do livro dá ânimo para que os trabalhos continuem e resultados ainda mais positivos apareçam.

“Acredito que o livro venha para inspirar ações que possam, sim, fazer a diferença na vida e no futuro de milhares de crianças. Há evidências de que os programas de apoio à família são uma maneira eficaz de se alcançar isso”, disse o secretário.

“A visita domiciliar facilita o contato direto com os serviços existentes, além de estender a assistência aos adultos, auxiliando-os a administrar fatores de estresse, o que pode limitar a sua capacidade de cuidar com carinho”, concluiu Fernando Pereira.

A publicação impressa do livro “Da ciência à prática – Os programas de apoio ao desenvolvimento infantil na América Latina” será distribuída gratuitamente a gestores, especialistas e organismos nacionais e internacionais. Uma versão on-line está disponível para download em https://bernardvanleer.org/pt-b