Alagoas, 11 de dezembro de 2019

Administrador finge morte após ser alertado plano para sua execução 


A Secretaria de Segurança Pública forneceu, nesta quarta-feira (30), informações sobre o desaparecimento do administrador Jaetts Ferreira Júnior, 57 anos, ocorrido na semana passada, quando deixou o trabalho no Polo Multissetorial de Marechal Deodoro. Ele precisou forjar sua morte para escapar de um plano de execução.

A trama foi revelada após investigações conduzidas pelo delegado Thiago Prado, da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic).

Jaetts, segundo a autoridade, teria sido informado sobre a trama que culminaria com a sua morte pelo homem que havia sido contratado para ceifar sua vida. O valor pago seria de R$ 30 mil reais. Metade foi pago em dezembro e a outra parte no último dia 24.

Identificado apenas por João, que é tratado como testemunha pela PC, teria sido contratado pela esposa de Jaetts, Suely Morais Amaral e pelo filho dela, Igor Amaral Casado.

À Polícia, ele explicou que Suely atuaria como agiota e que ele teria um vínculo com ela, pois seria responsável por efetuar as cobranças junto aos devedores da acusada.

Ainda em seu depoimento, a testemunha disse que Suely a teria convencido a cometer o suposto crime letal, após tê-la ameaçado de morte. Na versão apresentada á Polícia, Suely ameaçou, contratar um membro da ‘Família Boiadeiro’ para matá-lo, caso ele não executasse o administrador.

Foi então, que o homem que havia sido contratado como ‘pistoleiro’ resolveu avisar a Jaetts sobre o plano para matá-lo, o que deveria ter sido consumado na semana passada. Para comprovar a ‘morte do administrador, o ‘pistoleiro’ tomou a agenda de Jaetts e entregou para a contratante, dizendo que ele havia jogado o corpo da ‘vítima fatal’ em um canavial, após tê-la executado com dois tiros.

Ciente do plano, Jaetts fugiu para outro estado, mas manteve contato com familiares, que registraram um boletim de ocorrência sobre o fato, o que resultou na elucidação do caso.

Nesta terça-feira (29), a Polícia Civil, como foi amplamente divulgado, efetuou a prisão dos mandantes do suposto assassinato.

Em depoimento, Suely Amaral afirmou que teria mandado matar Jaetts por estar envolvida em uma disputa por patrimônio e estar, supostamente, sendo maltratada por ele.

Na casa do enteado de Jaetts, os policiais civis que atuaram na incursão que resultou na prisão dele, também apreenderam um revólver do calibre 38 municiado.

Agora, mãe e filho serão indicados pelos crimes de agiotagem, organização criminosa e porte ilegal de arma de fogo. Eles agora estão á disposição da Justiça.

Alguns videos do prédio onde mora Suely estão de posse da polícia. E mostram algumas cenas da articulação criminosa, como a sacola com a segunda parte do dinheiro para entregar o suposto pistoleiro.

 

Redação, com agências