Alagoas, 21 de setembro de 2019

Sindicato repudia tratamento inadequado da diretora do HGE contra enfermeira


Por meio de sua Assessoria de Comunicação, o Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Alagoas (Sineal) emitiu um comunicado repudiando o ato de assédio moral denunciado pela enfermeira Ruger Correia, na noite dessa terça-feira (29), por parte da diretora do Hospital Geral do Estado (HGE), Marta Celeste de Oliveira Mesquita.

“Não vamos admitir que a profissional enfermeira de conduta ilibada que há mais de 15 anos atua no HGE, venha a sofrer qualquer tipo de abuso, intimidação e constrangimento perpetrados pelas relações de poder. Posturas como estas são absolutamente inaceitáveis”, frisou Renilda Barreto, presidente do Sineal.

“Tais práticas ferem não apenas a ética das relações, mas o próprio processo de competência na execução de um trabalho exemplar. Estamos vigilantes na defesa dos trabalhadores e buscaremos amparo em todas as esferas, que se fizerem necessárias”, ressaltou.

A advogada do Sineal, Cíntia Lopes, esteve na delegacia onde a enfermeira formalizou o Boletim de Ocorrência (BO), e acompanhou o depoimento da profissional. “Estamos dando todo o apoio jurídico para a vítima enfermeira diante dessa agressão moral; inclusive com o depoimento de testemunhas que se comprova o delito. Os filiados devem ter total tranquilidade no seu local de trabalho para desempenhar suas funções”, ressaltou.

Ruger foi surpreendida pela diretora do HGE, na área verde, da unidade de saúde, que a questionava o porquê de algumas macas estarem no corredor. Entende-se que o profissional enfermeiro dentro de suas competências desenvolve ações burocráticas rotineiras, sendo sua essência prioritária o processo do CUIDAR, no entanto, como serviço no âmbito hospitalar da referida instituição tem suas especificidades vem contribuindo para além dessas atribuições, contudo, não cabe ao profissional a responsabilidade de macas em corredores, pois existe pessoal designado para este serviço.

Diante de tudo isso, existe ainda a falta de condições de trabalho, por ausência de materiais básicos e de urgência/emergência, sobrecarga de trabalho e estrutura física inadequada, o que gera no profissional enfermeiro, desestabilidade emocional, provocando não apenas o agravamento de doenças já existentes, como também o surgimento de novas, além da perda da autoconfiança e o interesse pelo trabalho.

Redação, com Assessoria