Medalhas em Olimpíada de Matemática trazem novas oportunidades para alunos

A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) – cujas inscrições estão abertas até o dia 15 de março para escolas públicas e privadas pelo site www.obmep.org.br – é uma competição que vai além da realização de uma prova e distribuição de medalhas. Ela descobre e estimula talentos que, futuramente, darão continuidade aos estudos e ensino da Matemática em todo o país. Em Alagoas, medalhistas da OBMEP 2018 seguirão com sua paixão pelos números na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), onde foram aprovados nos cursos de licenciatura e bacharelado em Matemática.

Segundo dados da Comissão Permanente de Vestibular (Copeve) e do Instituto de Matemática da Ufal, este ano, ingressaram no curso os medalhistas José Ruan Francisco da Silva e Maria Karla Barbosa, da Escola Estadual Álvaro Paes, de Coité do Noia, que possuem sete medalhas juntos e foram, respectivamente, 1º e 6º lugares pela ampla concorrência da licenciatura no campus Arapiraca; Kevin Djhonatha Lacerda, aluno do Colégio Fantástico, ouro na OBMEP 2018 e 6º lugar no bacharelado vespertino, ampla concorrência; Henrique Caldas de Carvalho, aluno do Instituto Federal de Alagoas – Campus Maceió, prata na OBMEP 2018 e 2º lugar pelas cotas no bacharelado vespertino e Jonatas Marinho – também aluno do Ifal Maceió, 1º lugar no bacharelado vespertino, ampla concorrência.

“Sempre gostei de Matemática, mas a OBMEP foi um estímulo a mais. Ela nos permite aprofundar o que aprendemos em sala e também estudamos novos conteúdos. E isso foi um diferencial para o Enem”, diz Karla. “Tanto o Enem como a OBMEP são imprevisíveis e o seu sucesso em ambos depende do seu conhecimento e do seu emocional na hora da prova. A Olimpíada lhe ensina enxergar a Matemática de forma mais ampla”, avalia Ruan.

Novas oportunidades – Na universidade, os medalhistas terão uma série de oportunidades para aprofundar seu amor pela Matemática. Dentre elas, bolsas de estudo como as do Programa de Iniciação Científica e Mestrado (PICME). Podem se inscrever para concorrer às bolsas do PICME medalhistas que iniciarão um curso de graduação já neste semestre letivo.

“Nos últimos anos, percebemos que os alunos que tiveram um histórico de bons resultados na OBMEP também apresentam bom desempenho no Ensino Superior. Como medalhistas, eles podes concorrer às bolsas do PICME, onde receberão formação extra com projetos de pesquisa, como também, futuramente, pleitear bolsas de Mestrado e Doutorado. Hoje temos medalhistas alagoanos já concluindo o Doutorado no Instituto de Matemática Pura e Aplicada, o IMPA, no Rio de Janeiro”, revela o Professor do Instituto de Matemática da Ufal e coordenador estadual da OBMEP, Adelailson Peixoto.

Ele lembra também que, ainda na escola, estes medalhistas já participam de um programa de iniciação científica, o PIC Jr. Neste programa, os estudantes participam de atividades que os levam a enxergar a matemática de forma diferenciada. “No PIC Jr, ele tem contato com uma matemática contextualizada, que os ajudará a desenvolver melhor suas habilidades, o que inclui raciocínio lógico e interpretação de textos. Isso, claro, também ajuda no Enem”, explica o coordenador da OBMEP.

Formações – Na edição 2018 da OBMEP, Alagoas obteve 90 medalhas: 84 pela rede pública e seis pela particular. Destas 84 medalhas das escolas públicas, 29 são da rede estadual. “Os números da rede estadual alagoana representam um avanço em relação à edição de 2017, onde tivemos 17 medalhistas de unidades estaduais, 12 a menos que em 2018”, frisa Ricardo Lisboa, superintendente de Políticas Educacionais da Secretaria de Estado da Educação (Seduc).

Ele informa que já estão previstas formações para professores de Matemática da rede estadual que terão alunos participando das provas da OBMEP. Este ano, a primeira fase da Olimpíada ocorre no dia 21 de maio.

“Vamos nos reunir com o Instituto de Matemática da Ufal para traçarmos um planejamento de formações que alcancem professores em vários polos pra que eles atuem não só na preparação da Olimpíada, mas também para termos melhor foco no ensino da Matemática, tornando-a mais envolvente para os estudantes da rede estadual alagoana”, adianta Ricardo, lembrando que, ano passado, a Seduc e a Ufal fizeram uma parceria em um polo preparatório voltado para alunos do Cepa, na Escola Estadual Moreira e Silva.

AA