Alagoas, 11 de dezembro de 2019

Unidades de saúde contam com diagnóstico e tratamento para sífilis


Integrando o programa do Ministério da Saúde, que busca conscientizar a população, diagnosticar, tratar e curar os casos de sífilis, Maceió conta com testes rápidos e tratamento da doença em todas as unidades de saúde e centros de referência.

A campanha Sífilis Não: teste, trate e cure do governo federal visa promover ações educativas de combate e tratamento da infecção sexualmente transmitida, que é causada pela bactéria Treponema Pallidum. A prevenção da sífilis acontece por meio de preservativo e quando tratada corretamente tem cura.

Além das unidades de saúde de Maceió, as maternidades do SUS, os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) do Bloco I no PAM Salgadinho, Hospital Universitário, Hélvio Auto e itinerantes também realizam os procedimentos.

De acordo com Teresa Carvalho, gerente do Programa Municipal de IST/HIV/AIDS e Hepatites Virais, a SMS atua de forma rotineira com a realização de capacitações, ações e monitoramento do que é feito em unidades de saúde, maternidades e hospitais.

“Desde 2015, temos um Comitê de Investigação de Transmissão Vertical apoiado pelo Programa do Município que investiga casos de sífilis congênita e dá suporte às instituições que compõem o comitê. Em 2018, foi criado um Grupo de Trabalho a partir da chegada da apoiadora do MS no projeto, em que se procura envolver, ao máximo, todas as instâncias municipais relacionadas ao tema”, explica.

Sífilis congênita

A sífilis congênita é a condição da transmissão da bactéria de mãe para filho durante a gestação (transmissão vertical), quando a gestante não é tratada corretamente. A doença pode causar aborto, parto prematuro, morte após o nascimento, malformação do feto, dificuldade respiratória, alterações neurológicas importantes, etc.

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas da sífilis evoluem de acordo com estágio clínico em que a doença se encontra, na ausência de tratamento. A sífilis primária apresenta ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vagina, vulva, colo uterino, ânus, boca ou outros locais da pele), que aparece entre 10 e 90 dias após o contágio, que normalmente não dói, não coça, não arde e não tem pus.

No caso da sífilis secundária aparecem manchas no corpo, muitas vezes, na palma da mão ou planta dos pés, que podem ser confundidas com sintomas de alergia ou doenças semelhantes. Elas surgem no período de seis semanas a seis meses após o aparecimento da lesão inicial e desaparecem espontaneamente, mesmo com a bactéria ainda presente no organismo.

Já a terciária é caracterizada principalmente por complicações ósseas, cardiovasculares, neurológicas e cutâneas. Surge de dois a 40 anos após a infecção e pode levar à morte. A sífilis latente não apresenta sinais ou sintomas e sua detecção ocorre apenas por meio de testes imunológicos.

Ascom SMS com informações do MS