Ícone do site Folha de Alagoas

BTS se pronuncia contra discriminação e ataques a asiáticos: ‘Condenamos a violência’

O grupo BTS se pronunciou contra os milhares de ataques a asiáticos que vem ocorrendo durante a pandemia nos Estados Unidos.

“Enviamos nossas mais profundas condolências àqueles que perderam seus entes queridos. Sentimos tristeza e raiva”, começa o comunicado publicado no Twitter da banda de K-pop nesta terça.

“Nós nos lembramos de momentos em que enfrentamos discriminação como asiáticos. Já suportamos palavrões sem motivo e fomos ridicularizados por nossa aparência. Até nos perguntaram por que os asiáticos falavam em inglês”.

“Não podemos colocar em palavras a dor de nos tornarmos objeto de ódio e violência por tal motivo.”
A banda pontua que as experiências que viveram são “irrelevantes” comparado ao que tem acontecido no último ano, mas foram suficientes para que os artistas se sentissem impotentes e com a autoestima destruída.

“O que está acontecendo agora não pode ser dissociado de nossa identidade como asiáticos. Demorou muito para discutirmos isso com cuidado e refletimos profundamente sobre como devemos expressar nossa mensagem, mas o que queremos transmitir é claro: somos contra a discriminação racial e condenamos a violência”.

Ataques nos Estados Unidos

Asiáticos que vivem ou estão nos Estados Unidos têm sido vítimas de milhares de ataques discriminatórios, muitas vezes não apenas verbais, mas também físicos, desde o início da pandemia de Covid-19, há um ano.

Em diversos casos, os agressores os acusam de serem responsáveis pela disseminação do coronavírus. Em situações mais graves, há exemplos de pessoas que apanharam nas ruas ou até o de manifestantes que foram atropelados propositalmente em Elk Grove, na Califórnia.

No dia 16 de março, ataques a três casas de massagem no estado da Geórgia causaram a morte de oito pessoas.

Seis eram mulheres de origem asiáticas e o fato chamou atenção de organizações que registram ataques contra essa população.

Segundo a polícia, porém, o suspeito pelos crimes alega que sua motivação não foi racista, e que ele seria um viciado em sexo que escolheu o local por seus distúrbios sexuais.

G1Pop

Sair da versão mobile