O presidente Jair Bolsonaro confirmou hoje (7), em entrevista à Rádio Gaíba, que vai indicar o atual ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), André Mendonça, para a vaga no STF (Supremo Tribunal Federal), que será aberta no próximo dia 12 com a aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello.
“Tenho que honrar meus compromissos e falei muito que eu o indicaria”, disse Bolsonaro, que, em um aceno para diminuir a resistência do Senado ao nome de Mendonça, fez questão de dizer que trata-se apenas de uma indicação.
“Não sou eu que boto no Supremo Tribunal Federal. Eu indico para o Senado, que tem uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e depois tem que ter aprovação pelo Plenário”, disse. “Hoje nossa intenção é sim indicar”, completou.
Bolsonaro, que escolheu Mendonça com o título de “terrivelmente evangélico”, disse ainda que o ministro tem um perfil “ideal para o STF” e sugeriu que, ao contrário do que prega a Constituição (de que o Estado seja laico), ele possa levar uma “pitada de religiosidade” ao Supremo.
“Eu falei um tempo atrás, como é (seria) bom, se uma vez por semana, nessas sessões que são abertas no STF, começassem com uma oração do André”, disse o presidente, que, na sequência, fez mais críticas ao ministro Luís Roberto Barroso.
“Quando você olha para Barroso dado ao que ele defende, coisa que não encontra amparo no nosso livro preto, que é a nossa Bíblia, esse cara não acredita em Deus, não quero fazer prejulgamento dele, mas ele não acredita em nada, ele acredita que é o próprio Deus”, afirmou. “Uma pitada de religiosidade é bem-vinda”.
Apresentação em vídeo
O presidente revelou ainda que Mendonça fez ontem uma apresentação a integrantes do governo sobre o seus entendimentos a respeito do STF.
Bolsonaro chamou a fala de Mendonça de “sessão” e disse que o ministro também disse o ele achava do governo e falou da sua convicção religiosa. “Ele é humano, sério, humilde e falou que não abre mão das suas convicções”.
Segundo o presidente, a “sessão” durou cerca de 10 minutos, foi gravada e levou vários presentes na reunião “às lágrimas”.
“Foi gravado, mas não vamos divulgar esse vídeo”, disse o presidente à radio.
UOL

