Redação
Para colher o depoimento, a Polícia Civil, através da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), está tentando localizar o possível namorado do professor de artes José Acioli Filho, encontrado morto no seu apartamento durante o feriado desta quinta-feira (16).
A linha de investigação inicial aponta para latrocínio, já que além de ser assassinado, pertences (TV e micro-ondas) e o carro do docente foram levados. O veículo, segundo informado à imprensa, seria um Renault Sandero, placa QLH 1147/AL, e ainda não foi encontrado. Imagens de segurança nos arredores do apartamento serão utilizadas.
O artista estaria se relacionando há pouco tempo com esse suposto namorado. Aos 59 anos, José Acioli Filho era professor da Ufal. O sepultamento ocorre no fim da tarde desta sexta-feira, no cemitério Nossa Senhora da Piedade, no Prado.
Os primeiros levantamentos apontam que o criminoso ainda fez uma publicação nas redes sociais, se passando por José Acioli, informando que havia se deslocado para Arapiraca com o intuito de socorrer um amigo. O texto chamou atenção dos amigos e familiares pelos diversos erros ortográficos. Ao chegar no apartamento, encontraram o corpo no quarto, com duas perfurações na nuca provavelmente causadas por tiros.
Entidades culturais e sociais lamentaram a morte e cobraram resolução do caso. “Uma pessoa LGBT é assassinada a cada 24 horas, e com a pandemia da covid-19, a situação tem se agravado barbaramente e não podemos nos calar diante de tanta barbárie”, diz a nota do Grupo Gay de Maceió (GGM).

