Redação
O veto presidencial de Jair Bolsonaro ao projeto que garantiria a distribuição gratuita de absorventes higiênicos para estudantes e mulheres em situação de vulnerabilidade gerou críticas por parte de deputadas e vereadoras alagoanas. O veto pode ser derrubado pelo Congresso.
A deputada federal Tereza Nelma lamentou o fato de que a saúde e a dignidade da mulher brasileira não são pautas importantes na atual gestão, falando que trabalhará pela derrubada do veto.
“Vivemos num país marcado pela desigualdade social e misoginia. Infelizmente, 1 em cada 4 estudantes pobres já faltou aula por não ter absorvente em casa. É uma realidade distante para muitas de nós, mas que afeta a vida de muitas meninas. Além disso, houve veto também na inclusão dos absorventes nas cestas básicas distribuídas pelo governo”, afirmou.
A filha da deputada, a vereadora Teca Nelma, também foi enfática ao criticar a decisão de Bolsonaro. “É inadmissível que o Governo Federal se exima dessa responsabilidade que é uma questão de saúde pública. É um verdadeiro descaso com busca pela dignidade menstrual das mulheres brasileiras, uma pauta que luto tanto aqui em Maceió, principalmente porque escancara um leque de deficiências sociais, que vão além do acesso aos absorventes e denunciam também a falta de acesso à água, saneamento básico e, principalmente, a desigualdade social”, afirmou.
Ainda na Câmara de Maceió, a vereadora Olívia Tenório disse que o veto é “Mais um grande retrocesso no combate à pobreza menstrual. Mas não recuaremos nessa briga, lutaremos pelos direitos das mulheres em todas as instâncias!”.
Já a deputada estadual Cibele Moura, responsável pela lei que permite a distribuição gratuita de absorventes no estado, também afirmou que a decisão é um retrocesso grave. “Recebo com tristeza o veto ao projeto de lei do Congresso Nacional que previa a distribuição de absorventes a estudantes de baixa renda e em situação de vulnerabilidade em todo o país”, disse por nota.

