Redação
O leilão de concessão do saneamento de 61 municípios alagoanos ocorreu nesta segunda-feira (13). O bloco B (Agreste e Sertão) foi adquirido pelo Consórcio Alagoas, formado pelas empresas Allonda Ambiental Saneamento e Conasa Infraestrutura, enquanto o bloco C (Zona da Mata e Litoral Norte) foi arrematado pelo Consórcio Mundaú, formado pela CYMI Saneamento e Participações e Aviva Ambiental.
A promessa é universalizar os serviços de água e esgoto, cuja concessão será por mais de 30 anos. O lance para o lote do Agreste e Sertão custou R$ 1,2 bilhão, sendo que o valor mínimo era de R$ 3,2 milhões, ou seja, ágio de 37.551%.
Já para o lote Zona da Mata e Litoral Norte, a oferta vencedora foi de R$ 430 milhões, um ágio de 1.227% na comparação com o valor mínimo de outorga, que era de R$ 32,3 milhões. Juntando os dois blocos, mais de 1,3 milhão de habitantes serão em breve atendidos por essas empresas.
Vale lembrar que, em 2020, a BRK Ambiental venceu o leilão da Região Metropolitana de Maceió, assumindo 13 cidades em julho deste ano. No entanto, os trabalhos da novata vêm sofrendo duras críticas diante dos problemas na prestação dos serviços. Na capital, há bairros com mais de 30 dias sem água nas torneiras.
Segundo o edital, as empresas vencedoras terão que garantir o abastecimento de água para toda a população atendida em até cinco anos. Já a rede de esgoto deve chegar a 90% dos moradores em um prazo de 11 anos.
Após briga na Justiça pelos recursos da outorga entre prefeitura e o estado na concessão de Maceió, com o caso parando no Supremo Tribunal Federal (STF), o edital já define que os valores, desta vez, serão repassados aos municípios.

