O governo dos EUA anunciou a morte do comandante do grupo extremista Estado Islâmico, Abu Ibrahim al-Hashimi al-Qurayshi, na madrugada de quinta-feira (03), em um ataque de suas forças especiais no Noroeste da Síria.
Em comunicado, o presidente Joe Biden prometeu dar detalhes sobre a ação ainda nesta quinta. A ação é considerada o mais duro golpe na organização terrorista desde a operação que matou o antigo líder da organização, Abu Bakr al-Baghdadi, em outubro de 2019.
Fontes do governo americano disseram às agências de notícias que al-Qurayshi e integrantes de sua família teriam morrido na explosão de uma bomba que ele mesmo detonou durante o ataque.
“Na última noite, sob minhas ordens, as forças militares dos EUA no Nordeste da Síria realizaram, com sucesso, uma operação de contraterrorismo para proteger o povo americano e nossos aliados, e fazer do mundo um lugar melhor”, escreveu Biden, em comunicado emitido pela Casa Branca.
“Graças às habilidades e bravura de nossas forças, retiramos do campo de batalha Abu Ibrahim al-Hashimi al-Qurayshi, líder do Estado Islâmico.”
Também conhecido como Amir Mohammed Abdul Rahman al-Mawli al-Salbi, al-Qurayshi, nascido no Iraque, assumiu o comando do Estado Islâmico dias depois da morte de al-Baghdadi, alvo de um ataque dos EUA na Síria.
Inicialmente visto como ilegítimo por alguns dos apoiadores do grupo, e marcado por suas poucas aparições públicas, o agora ex-comandante extremista foi um dos responsáveis pelo ressurgimento das atividades da organização no Iraque e na Síria. O governo americano oferecia uma recompensa de US$ 10 milhões por informações que levassem à sua captura.
Horas antes do anúncio da morte do comandante do Estado Islâmico por Biden — informações iniciais dão conta de que ele detonou um colete de explosivos antes de ser capturado —, o Departamento de Defesa dos EUA havia divulgado uma nota sucinta, confirmando a operação no Noroeste sírio e dizendo que a ação fora um sucesso.
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