Redação
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), voltou a dizer que as emendas de relator não são orçamento secreto. Para o alagoano, os R$ 16 bilhões empenhados nesse tipo de despesa é um valor ainda insuficiente para a demanda de investimentos necessária no Brasil.
“Carimbar as emendas de relator como orçamento secreto é, no mínimo, uma insensatez. Era secreto antes de 2019. Mas agora foi votado no Congresso Nacional por todos os partidos. Isso foi discutido e já foi aprimorado. Hoje em dia, todas as emendas são cadastradas em um site público. Se isso é secreto, não sei então o que é aberto. Falamos de R$ 16 bilhões achando que é muito”, disse Lira ao OGlobo.
“O Brasil tem pouco investimento. Estamos aqui com R$ 3 trilhões (do Orçamento) brigando por R$ 16 bilhões. Não que seja pouco, porque R$ 16 bilhões é muito mesmo, mas ainda é insuficiente para as demandas do Brasil. O orçamento secreto continua secreto, porque o Congresso respondeu ao Supremo Tribunal Federal que não tinha condições de prestar todas as informações dos autores das emendas”, completou.
Ao jornal, Arthur Lira também disse que a autoria das emendas dá para ser vista nas redes sociais, já que cada parlamentar divulga as atividades de entregas e serviços. Sobre a fala do presidente Jair Bolsonaro, que disse que as emendas servem para acalmar o Congresso, o alagoano comentou: “O Congresso sempre foi calmo. Nunca vi o Congresso nervoso nessa situação.”
O deputado ainda foi questionado acerca das denúncias envolvendo a má gestão dos repasses dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
“Por enquanto, o que estamos vendo é o seguinte: o problema das obras inacabadas. Não é só um problema do FNDE, da Educação. É preciso ver quantas obras inacabadas em habitação ficaram do governo anterior. O grande problema do nosso país é uma gestão descontinuada. Quando analisa o FNDE, com as escolas inacabadas, é muito fácil chegar ao exemplo para ter uma escola fake. Está errado. Agora, é um erro administrativo. O que tem que ficar atento é até onde isso é realmente um ato ímprobo ou um erro que possa ser corrigido. Faltou gestão no MEC ou no ministério? É de ser avaliado. Se tiver errado, corrigimos”, afirmou Lira.

