Redação
O tão esperado e batalhado piso nacional da enfermagem foi aprovado pela Câmara dos Deputados. Os profissionais da área em Alagoas se reuniram em diversos locais para acompanhar a votação do projeto de lei e agora aguardam e cobram que o presidente Jair Bolsonaro sancione o texto.
A diretora do Sindicato dos Enfermeiros de Alagoas (Sineal), Renilda Barreto, ressaltou que é necessário manter a mobilização dos enfermeiros para garantir que não haja veto.
“O país sofreu muito com a pandemia. Mas o Brasil também é extremamente agradecido a esses profissionais que, na linha de frente, salvaram e salvam vidas. Foram muitas mobilizações, muitos dias de luta e não é mais do que a nossa obrigação lutar pela aprovação do piso. Vamos seguir mobilizando os enfermeiros para que o presidente não vete mais esse projeto em favor da maior categoria de profissionais da saúde”, frisou a diretora.
“Um dia histórico para a nossa categoria e para a nossa causa”, destacou o presidente do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Alagoas, Mário Jorge.
Na classe política, a aprovação do piso também foi bastante comentada, citando a importância da valorização da classe. “Regulamentar a questão salarial é respeitar os profissionais. Parabéns, essa vitória é de todos e todas vocês”, disse, por exemplo, a deputada federal Tereza Nelma (PSD).
O ex-secretário estadual de Saúde, Alexandre Ayres, foi outro a parabenizar a turma. “Ontem foi um dia histórico! Além da turma da enfermagem, parabenizo os agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, que tiveram o piso salarial aprovado na Câmara dos Deputados. Vamos manter a mobilização permanente para que também sejam aprovados os pisos salariais das demais categorias dos heróis da saúde! Vamos seguir em frente defendendo a bandeira do SUS!”.
Valores
O projeto aprovado pelos deputados define como salário mínimo inicial para os enfermeiros o valor de R$ 4.750, a ser pago nacionalmente pelos serviços de saúde públicos e privados. Nos demais casos, haverá proporcionalidade: 70% do piso dos enfermeiros para os técnicos de enfermagem; e 50% para os auxiliares de enfermagem e as parteiras.

