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Parlamentares alagoanas comentam caso de médico preso por estupro: “Difícil ser mulher”

Reprodução

Redação

O estupro sofrido por uma paciente em trabalho de parto, no Rio de Janeiro, cometido por um médico, que foi preso em flagrante, revoltou os brasileiros em geral. O crime abjeto também gerou comentários de repulsa de mulheres do cenário político alagoano e autoridades durante esta segunda-feira (11).

As deputadas estaduais Cibele Moura e Fátima Canuto, bem como a vereadora da capital Teca Nelma também se pronunciaram sobre o fato repugnante. “Por essas e outras, ser mulher não é fácil. Mas seguimos lutando por uma realidade melhor”, disse Canuto.

“Simplesmente não consigo explicar o que sinto ao ler uma matéria dessa. Como é difícil ser mulher’, comentou Cibele.

“Não sei o que falar. Estarrecedor, uma mulher está vulnerável em todos os locais, inclusive fazendo uma cirurgia”, escreveu Teca.

Legislação
O delegado da Polícia Civil, Leonam Pinheiro, em vídeo, lamentou a legislação branda, já que o crime de estupro de vulnerável tem pena máxima de 15 anos, sendo que somente metade em regime fechado.

“O que mais nos traz revolta é saber que este médico anestesista em um prazo máximo de 7 anos e meio após a condenação estará em liberdade, podendo voltar a delinquir e a sua vida normal”, comentou Leonam.

“O que dizer para a vítima que jamais terá sua vida normal de volta? O que dizer para a sociedade que assiste esse episódio e infelizmente não pode fazer nada? Fica aqui meu desabafo e a necessidade de nós reformamos as nossas leis para punir devidamente esse tipo de criminoso”, acrescentou o delegado.

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