Redação
O senador Fernando Collor (PTB) está previsto para ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), numa ação envolvendo recebimento de propina milionária, no dia 20 deste mês, com o intuito de que uma decisão seja proferida antes que seu mandato encerre, em fevereiro.
Réu no âmbito da Lava Jato, Collor é acusado de receber propina por negócios da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras na venda de combustíveis, isso entre os anos de 2010 a 2014. O ex-presidente nega as acusações.
A Procuradoria-Geral da República acusa o ex-presidente e seu grupo político de terem recebido R$ 30 milhões em propina. Somente o senador teria recebido R$ 9,6 milhões em troca de ter viabilizado um contrato de troca de bandeira de postos de combustível celebrado entre a Derivados do Brasil (DVBR) e a BR Distribuidora.
O julgamento chegou a entrar na pauta do STF no fim do ano passado, mas foi adiado por causa de outros processos que ganharam prioridade no Supremo. O relator do caso, ministro Edson Fachin, pediu, em outubro do ano passado, que o julgamento fosse marcado para evitar que o caso prescrevesse.
Casos como o de Collor vinham sendo adiados, o que levou alguns políticos a encontrarem brechas para manter suas candidaturas. O ex-presidente foi candidato ao governo de Alagoas, mas não foi ao segundo turno, que será disputado entre Paulo Dantas (MDB) e Rodrigo Cunha (UB).
O mandato de Collor no Senado Federal se encerra em 1º de fevereiro do ano que vem, quando tomam posse os 27 senadores eleitos neste ano. Quando deixar o cargo, perderá o foro privilegiado ao qual tem direito por causa de sua função e o caso poderia ser enviado à 1ª Instância.
*com CNN

