Redação*
O assassinato do auditor fiscal João de Assis já tem a manifestação do Ministério Público de Alagoas (MP/AL). A promotora Adilza Freitas ofereceu denúncia contra cinco pessoas: os irmãos Ronaldo, Ricardo e João Marcos, a mãe Maria Selma, além de Vinicius Ricardo, sendo os três últimos por apoio moral, visando garantir o sucesso da execução do homicídio.
Ronaldo e Ricardo foram os responsáveis pela sessão de violência a qual foi submetida a vítima, executada por meio cruel, consistente na multiplicidade de lesões, enquanto os demais foram partícipes na execução. Os acusados foram denunciados por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menor.
Ainda existe um adolescente envolvido, que era funcionário do estabelecimento. Sobre ele, foi enviada cópia do inquérito para a Vara da Infância e da Juventude com competência para julgar. João Assis foi brutalmente assassinado, teve o corpo queimado e desovado em um canavial.
O auditor-fiscal cumpria seu papel de servidor público e teria incomodado os donos do estabelecimento “Ponto 29”, localizado no conjunto Cleto Marques Luz, no Tabuleiro do Martins, que o mataram por encontrar possíveis irregularidades fiscais em seu estabelecimento comercial
Embasada no inquérito policial onde os depoimentos minuciam o ato covarde, a promotora de Justiça defende a pena máxima para os assassinos que, de forma individualizada, tiveram participação na execução.
Além de buscar condenação por homicídio triplamente qualificado a representante ministerial lutará também que sejam condenados nos crimes conexos, como ocultação de cadáver e corrupção de menor.
“Foi um crime que chocou a todos pelos requintes de crueldade. A vítima, ao adentrar o estabelecimento, sofreu, por mais de uma hora, sessões de espancamento, apedrejamento, além de ser asfixiada e esfaqueada. Os irmãos Ronaldo e Ricardo com participação direta em toda a violência sofrida pelo senhor João de Assis que nada mais estava a fazer senão cumprindo seu papel de auditor, notificando um comerciante que descumpria suas obrigações fiscais . Então, o Ministério Público defenderá pena máxima com todas as qualificadoras para os autores em busca de uma justiça que amenize a dor dos familiares e que também dê uma resposta à sociedade”, ressalta a promotora Adilza Freitas.
Crime
A sociedade alagoana ficou em choque ao ser noticiado o crime bárbaro contra o auditor-fiscal João de Assis Pinto Neto, ocorrido na capital alagoana. O modus operandi deixa clara a frieza e celeridade com a qual planejaram e executaram o servidor público, período de aproximadamente de uma hora e meia.
Pelos relatos dos envolvidos, João Assis antes de ser executado foi submetido a várias formas de violência, a partir do momento em que entra no estabelecimento e fecham as portas. Nas imagens consta que, no início da tarde, “um homem aparece com algo nas mãos e o carro da Sefaz (usado por Assis) some, seguido por um veículo Voyage”. Sendo esse o momento de saída com o corpo.
com MP/AL

