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Endividado, Collor aguarda resultado da eleição para decidir futuro

Arquivo/Agências

Redação

Sem mandato após 16 anos, Fernando Collor, 73, tem a pretensão de sair do país para assumir uma embaixada. Esse cenário só seria possível, porém, se Jair Bolsonaro for reeleito. Do contrário, o senador terá que repensar o que fazer enquanto acumula dívidas e processos.

Segundo a revista Veja, a preferência de Collor seria pela Europa, visando uma temporada longe do Brasil, como outros políticos em fim de carreira que viraram embaixadores. Embora já tenha sido aliado de Lula e Dilma, o senador se aproximou de Bolsonaro nos últimos anos, mas não isso trouxe resultados suficientes nas urnas.

Dívidas e processos
Na última semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) retomou o julgamento de Collor sobre a Operação Lava-Jato, que aponta que ele teria recebido R$ 29 milhões em propina no escândalo envolvendo a Petrobras.

Além disso, continua tramitando na Justiça o processo de separação com a ex-primeira-dama Rosane Collor, que pede uma indenização de R$ 5 milhões numa disputa por bens não inclusos na repartição. Existem, ainda, outras duas ações englobando o ex-casal.

Além da decadência política, o empresário Collor também enfrenta dificuldades. Ainda conforme a Veja, o senador tem débitos de milhões e milhões apenas em impostos não recolhidos por suas empresas. Seus carros de luxo devem ir a leilão e a Organização Arnon de Mello (OAM) está em recuperação judicial.

O conglomerado de comunicação em Alagoas, que já teve faturamento de R$ 44 milhões por ano, está atolado em dívidas. Na semana passada, o Ministério Público solicitou a abertura de inquérito para apurar irregularidades no plano aprovado em assembleia de credores. Ex-funcionários continuam sem receber suas indenizações, por exemplo, enquanto empréstimos estranhos a sócios chamam atenção.

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