Redação
Está acontecendo, nesta segunda-feira (12), o julgamento do homicídio do menino Rhaniel Pedro, 10 anos, morto cruelmente no bairro do Clima Bom, ano passado. A previsão é que a sentença do júri saia durante o fim da noite.
São acusados de cometer o crime: a mãe Ana Patrícia, o padrasto Vítor Serafim e o tio Wagner Serafim. Entre as testemunhas, estão o pai de Rhaniel, a avó e uma prima, além de uma vizinha.
O pai Otoniel Severino, que teve a Polícia batendo na sua porta em Pernambuco, disse que desconfiou da postura da ex-mulher, pois ela agia para despistar as autoridades e tinha comportamento estranho. Pouco antes do crime, ele tinha acertado de levar o menino para passar as férias.
“Eu tenho certeza de que quando chegasse aqui, ele não ia querer voltar mais. Não estava preocupado em ir buscar ele, não tinha motivo nenhum para sequestrar. Já estava tudo certo dele vir pra cá, não tinha motivo de eu ir atrás dele”, afirmou.
Já a avó materna, Regina Laurentino, disse que sua filha Ana Patrícia era uma boa mãe, mas mudou muito depois que começou a namorar com Vitor. “Eu conversei com Ana Patrícia no dia do desparecimento de Rhaniel e não notei nada de diferente ou estranho”.
Regina passou mal durante a fala, mas conseguiu retomar depois do atendimento. “Já presenciei Ana Patrícia batendo no Rhaniel, e isso na frente do Vitor. Eu não tinha nenhum relacionamento próximo com o Vitor, não gostava dele, pois ele usava drogas. Apesar de ela estar com ele, não acredito que a minha filha tenha matado o menino”, acrescentou.
Outra a testemunhar foi uma prima de Rhaniel, uma adolescente de 15 anos, que denunciou Vitor por estupro, no ano passado, quando ele foi morar, junto a Ana Patrícia, na casa dela, antes que tudo viesse à tona.
“Ele começou a mandar mensagem no meu celular dando em cima de mim, e eu bloqueei. Ele tentou ficar comigo e um dia ele me pegou à força”, explicou.
Para ela, o padrasto do menino é um monstro e sempre via Vitor e Vagner usando drogas constantemente. Já sobre Ana Patrícia, a adolescente acha que ela não teria coragem de matar o próprio filho.

