Da Redação
Num dia como hoje, 3 de março, mas de 2018, ocorria o tremor de terra que mudaria o destino de quatro bairros históricos de Maceió: Pinheiro, Bebedouro, Bom Parto e Mutange. Com 60 mil atingidos e a evacuação praticamente completa, as casas e edifícios que representam quase 20% do território da capital se tornaram fantasmas.
No considerado maior desastre socioambiental em área urbana do mundo, o Caso Pinheiro continua tirando o sono de muitos moradores que ainda lutam para superar o trauma e conseguir indenizações justas. Para o Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB), a data é de luto.
Moradores ressaltam que o tema não pode cair no esquecimento. “Cinco anos de injustiça, maldade, crueldade, desumanidade e ganância da mineradora Braskem. Maceió continua afundando em lágrimas”, relata o movimento.
Sem ninguém punido, a Braskem, responsável pela mineração que causou a problemática, tenta solucionar o afundamento preenchendo as minas com areia. Aos moradores e comerciantes, restaram aceitar o programa de compensação financeira e as indenizações por seus imóveis.
Segundo a Braskem, até a última atualização, 17.249 propostas haviam sido aceitas, sendo 16.005 indenizações já pagas. O total nos acordos e auxílios passa de R$ 3,3 bilhões. No entanto, nada tira o sentimento de dor das vítimas. Nos aniversários da tragédia, aliás, a revolta só aumenta.

