Mulher trans alagoana é morta por motorista de aplicativo em São Paulo

Arquivo Pessoal

Redação

A jovem alagoana Anna Luísa Pantaleão, 19 anos, foi morta por um motorista de aplicativo, em Pirapora do Bom Jesus, no estado de São Paulo. O corpo foi encontrado no dia de ontem (19), após quase duas semanas de procura.

O homem confessou o crime em depoimento após vários dias e revelou onde deixou o corpo, às margens de uma rodovia. Anna era uma mulher trans e nasceu em Pão de Açúcar, no sertão alagoano.

Ela foi assassinada com um corte de canivete no pescoço. Antes de desovar o corpo, o acusado ainda entrou em um motel e pegou lençóis para cobrir Anna.

Preso, o motorista disse que estava trabalhando quando, ao fim do expediente, por volta de 3h da madrugada, decidiu contratar o serviço de uma garota de programa. No entanto, não sabia que Anna era trans.

Ele afirmou, então, que desistiu do programa logo que descobriu, mas ela ficou revoltada e puxou um canivete para agredi-lo. Nisso, o suspeito tomou o instrumento cortante e a matou, alegando legítima defesa.

Câmeras de segurança e quebra de sigilo telefônico ajudaram na descoberta do autor do crime. Diversas perícias serão feitas para desvendar realmente a lógica do assassinato.

A família e amigos lamentaram a morte da jovem e estão realizando uma campanha para trazer o corpo para Alagoas. A Prefeitura de Pão de Açúcar também se solidarizou.

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