OAB/AL segue em silêncio um mês após festa patrocinada por JHC

Natália Barros

A Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas ainda não prestou esclarecimentos sobre o patrocínio da prefeitura de Maceió para a realização da festa “São João da Ordem”, que ocorreu em 24 de maio.

A verba pública encaminhada pelo prefeito JHC (PL) à OAB/AL, no valor de R$ 280 mil foi destinada ao pagamento dos shows de Dorgival Dantas, Walkyria Santos e Millane Hora, única atração local do evento.

A festança contou com a participação dos advogados alagoanos e figuras políticas como o próprio prefeito de Maceió e o senador Rodrigo Cunha, aliado de Jota e marido de Millane Hora.

O aporte para o famoso “Arraiá da Ordem” foi realizado pela Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), órgão presidido pelo ex-assessor do senador Rodrigo Cunha, Myriel Cavalcanti Neto.

O convênio firmado entre prefeitura e OAB tinha como objetivo “fomentar a cultura”.

Após a ampla repercussão do repasse efetivado pela prefeitura de Maceió, muito se questionou sobre os motivos que levaram o prefeito João Henrique Caldas, o JHC, a encaminhar dinheiro público para a festa privada, considerando que a OAB/AL é uma instituição forte, representativa e tem potencial de arrecadar seus próprios recursos.

Na última semana, a Ordem dos Advogados do Brasil Alagoas, divulgou uma prestação de contas referente ao exercício de 2023. Segundo a entidade, a aprovação das contas por unanimidade durante o Conselho Seccional da instituição, “revela o ótimo resultado financeiro do último ano, reforçando o compromisso da atual gestão com a arrecadação responsável e os gastos conscientes”.

Ou seja, com um quadro de mais de 14 mil advogados associados e um valor de anuidade que custa em torno de R$ 900, além dos patrocínios oriundos da iniciativa privada, a OAB/AL poderia promover seu evento sem o incentivo financeiro do prefeito de Maceió.

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