Moradores de Arapiraca denunciam à Defensoria constante falta d’água no município

Foto: Ascom Defensoria

A Defensoria Pública de Alagoas recebeu várias denúncias de representantes de diversos bairros e comunidades de Arapiraca, sobre os constantes problemas de abastecimento de água enfrentados pela população e a insatisfação com os serviços prestados pela Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) no município.

A reunião foi conduzida pelas defensoras públicas Roana Couto e Brígida Barbosa. De acordo com os relatos, as contas de água chegam regularmente, mas o serviço é inexistente ou extremamente precário.

Comunidades como Brisa do Lago, Laranjal, Vale da Perucaba e Massaranduba enfrentam fornecimento irregular, enquanto bairros como Primavera sofrem há 15 anos com interrupções frequentes.

Em Olho D’Água de Cima, o abastecimento também é irregular, com mais de nove meses de desabastecimento e envio insuficiente de carros-pipa.

Além disso, há casos graves de exclusão hídrica, como os da Vila dos Pescadores e da Comunidade Quilombola Carrasco, onde os moradores nunca tiveram acesso à água encanada.

Em 2023, a Defensoria Pública obteve, por meio de uma ação civil pública, uma liminar que ordenava à Casal a regularização do fornecimento de água em Arapiraca.

A decisão previa a retomada do abastecimento em cinco dias, sob pena de multa diária de R$ 2 mil. Na época, a defensora pública Bruna Cavalcante destacou os riscos à saúde e à dignidade dos cidadãos em situação de vulnerabilidade, que recorrem ao uso de água imprópria para consumo.

Agora, diante da persistência do problema, a Defensoria Pública solicitou aos representantes das comunidades que documentem os desabastecimentos com vídeos e fotos.

A Instituição planeja visitas às áreas afetadas e comprometeu-se a buscar soluções, seja por meio de atuação extrajudicial, seja com o ajuizamento de uma nova ação.

“É importante para a Defensoria Pública abrir a nossa casa para ouvir o que a população tem a dizer. Saímos hoje com um agendamento para que possamos documentar o que vem ocorrendo. Também faremos visitas a essas comunidades para entender como a situação realmente funciona no dia a dia. A partir de então, buscaremos uma solução definitiva, seja de maneira extrajudicial ou recorrendo novamente à justiça”, afirmou a defensora pública Brígida Barbosa.

/Assessoria

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