Redação
Por unanimidade, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) negou, nesta quarta-feira (9), o recurso da defesa do trio de policiais militares acusados de participar do homicídio do empresário Marcelo Leite, em Arapiraca, em 2022.
Com isso, os PMs vão a júri popular, em data ainda a ser marcada pelo Judiciário. A defesa dos réus tentava evitar que eles fossem julgados pelo Tribunal do Júri, no qual cidadãos comuns decidem sobre a culpabilidade ou inocência dos acusados.
Os policiais Jilfran Santos Batista, Ariel Oliveira Santos Neto e Xavier Silva de Morais foram denunciados pelo Ministério Público Estadual e serão julgados pelos crimes de homicídio qualificado, fraude processual e denunciação caluniosa.
Marcelo Leite tinha 31 anos na época e morreu no fim de 2022, cerca de 20 dias após a ação policial que o vitimou. A expectativa é que o julgamento ocorra ainda durante este ano de 2025, quando se completarão três anos do seu falecimento.
Mais precisamente, Marcelo faleceu no dia 5 de dezembro, em um hospital em São Paulo, depois que foi transferido de Alagoas. A perseguição policial que terminou com o empresário sendo baleado nas costas por um tiro de fuzil aconteceu no dia 14 de novembro.
Os policiais militares afirmaram que a vítima não obedeceu a ordem de parada e portava um revólver calibre 38, com numeração raspada e três munições. No entanto, a defesa questionou a versão e disse que arma foi plantada, já que o empresário era conhecido por odiar armamento.