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Aposentados de Maceió foram os mais prejudicados com letra podre de JHC

Redação

Décadas de trabalho dos servidores municipais de Maceió estão sob ameaça depois que a gestão do prefeito JHC (PL) aplicou recursos gigantescos da Previdência municipal em títulos podres do Banco Master, instituição que entrou em liquidação extrajudicial após denúncias de fraude financeira.

A reportagem Investidor Institucional revela que o Maceió Previdência colocou R$ 150 milhões nessas letras financeiras — aplicações sem garantia do FGC, de alto risco e historicamente rejeitadas pelas maiores plataformas de investimento do país.

Com a queda do Master, o impacto total para Maceió pode chegar a 150 milhões, considerando outras operações vinculadas aos fundos. É, disparado, a maior crise de gestão enfrentada por JHC em 5 anos de mandato.

Buraco Gigante 

Os títulos adquiridos pela gestão municipal integravam a estratégia agressiva do Banco Master, que passou a mirar fundos de previdência após ser expulso das grandes corretoras.

Enquanto estados e municípios cautelosos recuaram, Maceió entrou — e entrou pesado. Agora, o dinheiro está travado. Sem garantia. Sem perspectiva de ressarcimento integral.

Silêncio Gigante

Enquanto Maceió perde, Alagoas Previdência vira referência nacional

A comparação dói — e expõe a escolha administrativa:

• Maceió Previdência (gestão JHC)

— Aplicou R$ 100 milhões no Master
— Aposta em títulos sem garantia
— Sofre risco de calote histórico
— Prefeito não se pronuncia
— Conselho e diretoria não explicam critérios

• Alagoas Previdência (governo do Estado)

— Acumula prêmios nacionais de melhor gestão e melhores investimentos do país
— Portfólio sólido, diversificado e transparente
— Governança reconhecida por órgãos de controle e mercado
— Zero exposição ao Banco Master
— CRP (Certificado de Regularidade Previdenciária) em dia

Enquanto o fundo estadual coleciona reconhecimentos, o fundo municipal vive o pior pesadelo possível: perder dinheiro de aposentados em operação temerária.

Além disso, o prefeito ainda tem um problema a mais: o CRP

JHC tem histórico de instabilidade com o CRP (Certificado de Regularidade Previdenciária) — documento que atesta a saúde previdenciária do município e é indispensável para receber recursos federais.

Se a perda com o Banco Master deteriorar indicadores ou comprometer o equilíbrio atuarial, Maceió pode enfrentar:
• bloqueio de transferências voluntárias;
• suspensão de convênios;
• questionamentos do Ministério da Previdência;
• intervenção obrigatória na gestão do fundo.

E o silêncio permanece

A pergunta é simples e direta — mas ninguém da Prefeitura responde:
Houve outras aplicações de risco?
Quem autorizou?
Com base em qual parecer?
O prefeito tinha conhecimento?
Qual é o plano para evitar que o rombo recaia sobre servidores?

Enquanto isso, o prefeito JHC permanece calado.
E os aposentados seguem no prejuízo.

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