O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura possíveis irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou que o depoimento do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi remarcado para a próxima segunda-feira (23), às 16h, no Senado. A decisão foi divulgada pelo parlamentar nesta quarta-feira (18), por meio de suas redes sociais.
A oitiva havia sido inicialmente agendada para o dia 5, mas foi transferida para o dia 26 após a defesa do empresário comunicar um problema de saúde. Agora, segundo o senador, a antecipação busca assegurar “prioridade absoluta aos trabalhos” da comissão, que investiga supostas falhas em contratos de crédito consignado e eventuais prejuízos a beneficiários da Previdência.
Quando comunicou o primeiro adiamento, Viana afirmou, em entrevista coletiva, que poderá recorrer à condução coercitiva caso o empresário deixe de comparecer.
“Agiremos como a Constituição nos garante. Isso foi conversado com o ministro Dias Toffoli, do STF, que ele terá de vir à CPI. Isso está acertado. Ele virá por boa vontade. Se não vier, usarei da minha autoridade como presidente da comissão para trazê-lo aqui.”
No comunicado mais recente, o senador reforçou que a comissão concentra esforços na apuração de irregularidades relacionadas aos empréstimos consignados.
“O nosso compromisso é com o Brasil. É com as viúvas, órfãos e aposentados do nosso país que foram lesados justamente por quem mais deveria defendê-los.”
Ele acrescentou que os trabalhos ocorrerão “com firmeza, responsabilidade e celeridade, colocando a verdade acima de qualquer disputa política e a justiça acima de qualquer interesse circunstancial”. Conforme a nota divulgada, o depoimento será realizado “nos termos regimentais” e conduzido “com a seriedade, o equilíbrio e a autoridade institucional que o momento exige”.
A CPMI investiga indícios de irregularidades em operações de crédito consignado atribuídas ao Banco Master. Em processo administrativo instaurado pelo INSS em novembro do ano passado, consta que a instituição financeira não teria apresentado 251.718 documentos destinados a comprovar contratos de consignado. O total representa 74,3% dos 338.608 acordos informados pelo banco como firmados com beneficiários da Previdência entre outubro de 2021 e setembro de 2025.
/Congresso em Foco

