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Cursos técnicos podem transformar vidas e impulsionar a economia brasileira, defende presidente da BrasilTec

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A ampliação do acesso aos cursos técnicos no Brasil é uma das principais estratégias para reduzir o desemprego juvenil, enfrentar a desigualdade social e impulsionar o crescimento econômico do país. A avaliação é da presidente da Associação Nacional BrasilTec e conselheira do Conselho Nacional de Educação, Cleunice M. Rehem.

Atualmente, o Brasil possui cerca de 48 milhões de jovens entre 15 e 29 anos, o que corresponde a 27,4% da população em idade de trabalhar, segundo dados do IBGE (2024). No entanto, 21,2% desses jovens — aproximadamente 10,3 milhões — não estudam nem trabalham. A taxa de desemprego nessa faixa etária chega a 16,8%, cenário diretamente ligado à falta de qualificação profissional adequada.

Segundo Cleunice, o potencial de produtividade do país será cada vez mais determinado pela juventude atual. Para ela, o Brasil vive um paradoxo: enquanto milhões de jovens estão fora da escola e do mercado de trabalho, empresas mantêm vagas abertas que não conseguem ser preenchidas por falta de formação técnica.

Hoje, apenas 11% dos jovens brasileiros entre 20 e 24 anos estão matriculados em cursos técnicos, enquanto a média dos países da OCDE é de 65%, chegando a índices superiores a 90% em nações europeias, conforme relatório da OCDE (2023). O Brasil, portanto, ainda está distante dos países mais desenvolvidos quando o assunto é educação profissional.

A preocupação também se justifica pela escassez de mão de obra qualificada. Pesquisa aponta que 81% dos empresários enfrentam dificuldade para preencher vagas técnicas. As áreas com maior carência de profissionais incluem bancos e finanças, ti e tecnologia, indústria, saúde, logística e construção civil.

Impacto direto no PIB e na renda

Estudo do Insper, com apoio do Itaú Educação e Trabalho e do Instituto Unibanco (2023), indica que triplicar as matrículas em cursos técnicos pode elevar o PIB brasileiro em 2,32% e reduzir a desigualdade social. A pesquisa também aponta que o jovem formado em curso técnico tem, ao longo da vida profissional, remuneração média 32% maior do que quem conclui apenas o ensino médio regular.

Apesar da relevância estratégica, a meta do Plano Nacional de Educação (2014–2024), que previa triplicar as matrículas, não foi alcançada. O objetivo era chegar a 4,8 milhões de estudantes até 2024, mas o Censo Escolar 2023 registrou cerca de 2,41 milhões — pouco mais da metade da meta.

Para Cleunice, ampliar a oferta exige fortalecer parcerias entre o poder público e a rede privada de educação profissional, que já dispõe de estrutura física e tecnológica capaz de responder com agilidade às demandas do mercado.

Nesse contexto, instituições consolidadas ganham protagonismo. O Grau Técnico, maior rede de ensino técnico do Brasil, é um exemplo de como a iniciativa privada pode contribuir de forma decisiva para ampliar o acesso à formação profissional de qualidade em diversas regiões do país. Com cursos alinhados às demandas do mercado e alta empregabilidade, a rede tem papel estratégico na qualificação de jovens e adultos, especialmente das classes C, D e E.

Dados apresentados pela presidente da BrasilTec mostram que o custo médio anual por aluno em curso técnico de qualidade na rede privada é de aproximadamente R$ 4.600, enquanto na rede pública esse valor ultrapassa R$ 12.800, segundo estudo da Fineduca (2023). Além disso, a empregabilidade média dos egressos de cursos técnicos chega a 76%.

Sobre o Grau Técnico

O Grau Técnico é a principal marca do grupo Grau Educacional, presente em mais de 140 unidades em todo o Brasil. A instituição oferece mais de 60 cursos técnicos nas áreas de saúde, tecnologia, indústria, gestão e negócios, atendendo diferentes perfis de alunos. Atualmente, o grupo conta com mais de 200 mil estudantes matriculados, consolidando-se como referência nacional no ensino técnico.

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