Da Redação
O cenário da disputa eleitoral em Alagoas segue indefinido nas disputas para o Senado e Governo, porém algumas sinalizações foram dadas ao longo da semana.
A primeira é que o Republicanos vai ter candidatura própria ao Senado com Davi Davino Filho, segundo presidente nacional da sigla, Marcos Pereira.
Davi deixou claro que sua pré-candidatura é alinhada com o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas. O gestor da capital segue em silêncio sobre as disputas deste ano, principalmente após sua gestão estar no olho do furacão do Caso do Banco Master.
A segunda ‘novidade’ é um ‘rabisco’ do pré-candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro, que coloca Alfredo Gaspar de Mendonça e Marina Caldas como candidatos ao Senado pela Direita.
Por outro lado, o deputado federal, Arthur Lira, tem tentado se movimentar no Estado para alavancar sua pré-candidatura ao Senado.
Arthur força que JHC seja candidato ao governo e faça palanque para os bolsonaristas chegarem ao Senado.
Após as definições partidárias se configurarem, um cenário provável é uma disputa de três duplas para o Senado: (Davi Davino Filho e Marina Caldas ou JHC); (Arthur Lira e Alfredo Gaspar de Mendonça) e (Renan Calheiros e José Wanderley Neto).
Davi e os Caldas representariam o ‘novo’, aqueles que andam no centro, que não se julgam bolsonaristas e nem lulista.
Já Lira e Gaspar ficariam no eleitoral bolsonarista, mais conservador e com alguma ampliação eleitoral no interior de Alagoas.
Por fim, o senador Renan se aproximaria ainda mais das ações dos últimos anos do governo Estadual e do palaque consolidado de Renan Filho, que irá buscar o terceiro mandato de governador.
O que está em jogo em Alagoas pode ser a disputa mais acalorada para o Senado e um ‘plebiscito’ para eleição de Renan Filho.
O que as duas das três duplas têm em questão: só Renan tem um governador para chamar de seu. Davi, Caldas, Lira e Gaspar teriam que fabricar seus candidatos.

