Redação
O réu Albino Santos de Lima, conhecido como “serial killer de Maceió”, vai a júri popular nesta quinta-feira (5), a partir das 9h. O acusado encontra-se preso e, desta vez, será julgado pelo assassinato de Genilda Maria, de 71 anos, que foi morta a tiros na presença do neto de 11 anos.
Segundo o acusado, a motivação do crime seria que a vítima teria conexões com facções criminosas e com o tráfico de drogas, pois usuários costumavam se reunir para o consumo de maconha nas proximidades da casa da idosa.
O réu relatou, ainda, que a vítima “falava demais” sobre o que ocorria na rua e que “não prestava”, o que o motivou a agir como “justiceiro” da sociedade. No entanto, a vítima era tida pela vizinhança como uma pessoa pacífica. Genilda foi emboscada por Albino, às 6h40, no Beco do Zé Miguel, próximo ao terminal rodoviário.
Albino Santos já foi a julgamento outras cinco vezes em 2025. Em abril, foi condenado a 37 anos pela morte do barbeiro Emerson Wagner da Silva e tentativa de homicídio contra outro rapaz. No mês de junho, recebeu a condenação de 24 anos e seis meses pela morte da mulher trans Louise Gbyson Vieira de Melo. Em julho do mesmo ano, foi condenado a 24 anos e seis meses pela morte da adolescente Ana Clara Lima Santos.
Já em setembro, foi sentenciado a 14 anos e sete meses de prisão por tentativa de homicídio duplamente qualificado contra Alan Vitor dos Santos Soares, de 20 anos. Por último, em outubro de 2025, foi condenado a 27 anos, um mês e 10 dias de prisão pela morte de Tâmara Vanessa dos Santos, 21, pelos tiros que atingiram José Gustavo Carvalho, 23, (seu esposo) e Leidjane Gomes de Freitas.

