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Falta de repasses da Prefeitura de Maceió deixa crianças autistas sem atendimento

Redação

Crianças com Transtorno do Espectro Autista e outras condições neurodivergentes em Maceió ficaram sem atendimento após a paralisação total de um serviço multidisciplinar de reabilitação que funcionava em duas unidades da capital. A interrupção ocorreu no dia 6 de março, após a falta de repasses por parte da Prefeitura de Maceió, afetando diretamente centenas de pacientes que dependiam do acompanhamento contínuo para seu desenvolvimento.

O serviço oferecia atendimento integrado por uma equipe multidisciplinar formada por fisioterapeuta, psicólogo, psicopedagoga, assistente social e educador físico. O trabalho conjunto desses profissionais garantia uma abordagem completa no cuidado com as crianças, tratando não apenas aspectos clínicos, mas também o desenvolvimento cognitivo, social e emocional dos pacientes.

Ao todo, 325 crianças estavam sendo atendidas nas duas unidades que operavam o serviço. No bairro Benedito Bentes eram 150 pacientes, enquanto na unidade CER IV, no Farol, o atendimento alcançava 175 crianças.

Com a suspensão dos serviços, todas as crianças que estavam em tratamento multidisciplinar foram desligadas das atividades terapêuticas. Sem alternativa imediata de atendimento, esses pacientes retornaram para o final da fila de espera do CER IV. A interrupção abrupta preocupa profissionais e familiares, já que o tratamento contínuo é considerado fundamental para o desenvolvimento de crianças com TEA e outras condições neurodivergentes.

Especialistas alertam que a quebra da rotina terapêutica pode comprometer avanços conquistados ao longo do acompanhamento, afetando habilidades cognitivas, sociais e motoras que estavam sendo trabalhadas pelas equipes. Além disso, a paralisação impacta diretamente a qualidade de vida das famílias que dependiam do serviço para garantir acompanhamento adequado às crianças.

Diante do impacto social da medida, familiares e profissionais cobram uma solução urgente da Prefeitura de Maceió para garantir a retomada dos atendimentos e evitar que centenas de crianças com deficiência fiquem sem o suporte terapêutico essencial para seu desenvolvimento.

A ausência de respostas concretas sobre a retomada do serviço aumenta a preocupação de pais e responsáveis, que temem ver interrompidos meses de evolução conquistados com esforço e acompanhamento especializado.

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