O petróleo fechou em alta nesta segunda-feira (9), perto dos US$ 100 por barril, após atingindo o maior nível desde meados de 2022, com a guerra no Oriente Médio intensificando as pressões na oferta da commodity à medida que países da região começam a reduzir sua produção. Os preços desaceleraram ao longo do dia depois de relatos de que ministros de Energia do G7 estudam medidas para estabilizar o mercado energético.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI, referencia no mercado americano, para abril fechou em alta de 4,26%, a US$ 94,77 o barril.
Já o Brent para maio encerrou o dia em alta de 6,76%, com o barril cotado a US$ 98,96, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
Mais cedo, o WTI chegou a subir 31,4%, atingindo alta de US$ 119,48 por barril na segunda-feira, enquanto o Brent subiu até 29%, para US$ 119,50 por barril – no maior salto de todos os tempos em um único dia depois que países árabes do Golfo reduziram a produção devido ao fechamento do Estreito de Ormuz por ameaças iranianas.
Os preços desta segunda-feira são comparados às máximas históricas de cerca de US$ 147 por barril para os contratos alcançados em 2008, de acordo com dados da LSEG que remontam à década de 1980.
Os preços arrefeceram alta após os ministros de Finanças do G7 sinalizarem disposição em liberar suas reservas para controlar a disparada da commodity, em reunião com a Agência Internacional de Energia (AIE).
Analista do Prices Futures Group, Phil Flynn observa que três países do G7, incluindo os Estados Unidos, apoiam o plano, com autoridades americanas sugerindo a liberação de 300 a 400 milhões de barris. “As nações do G7 possuem 1,2 bilhão de barris em reserva, e os preços do petróleo caíram para abaixo de US$ 100 por barril após essa notícia”, explica.
Pouco depois do petróleo superar US$ 100 na abertura do mercado no domingo à noite, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu na Truth Social que a alta “de curto prazo nos preços do petróleo” seria “um preço muito pequeno a pagar” para eliminar a ameaça nuclear do Irã. Segundo a mídia, o governo norte-americano avalia uma série de opções, incluindo intervir nos mercados de futuros.
Enquanto isso, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que não há espaço para discutir um cessar-fogo enquanto os ataques militares dos Estados Unidos e de Israel prosseguirem. O governo em Teerã também afirmou que os preços do petróleo podem chegar aos US$ 200 por barril com a continuidade do conflito.
Antes do aumento desta segunda-feira, o Brent já havia subido 27% e o WTI 35,6% na semana passada.
/CNN Brasil

