Redação com agências
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a prisão preventiva do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O julgamento ocorre no plenário virtual da Segunda Turma e começou às 11h desta sexta-feira (13), com previsão de encerramento às 23h59 do dia 20 de março.
O placar está em 3 votos a 0 para que Vorcaro continue preso. Votaram pela manutenção da prisão os ministros André Mendonça, Luiz Fux e Kássio Nunes Marques. Ainda falta o voto de Gilmar Mendes, que decidiu deixar a manifestação para a próxima semana.
Como relator das investigações sobre o escândalo envolvendo o Banco Master na Corte, Mendonça foi o primeiro a votar, seguido pelos demais colegas. Apenas quatro ministros participam do julgamento porque Dias Toffoli, também integrante da Segunda Turma, se declarou suspeito para analisar o caso.
O voto de Mendonça também mantém a prisão preventiva do empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e do policial aposentado Marilson Roseno. Todos foram presos junto com o ex-banqueiro por ordem do ministro, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 4 de março pela Polícia Federal.
O ministro relator rebateu os argumentos da defesa de Vorcaro. Um deles sustenta que a prisão teria sido motivada por diálogos ocorridos antes da primeira fase da operação, em novembro passado. Por isso, segundo os advogados, não haveria fato novo para decretar a prisão.
Mendonça destacou que as mensagens que motivaram a nova fase da operação foram retiradas do primeiro celular do banqueiro, apreendido ainda em novembro. O aparelho, no entanto, só foi periciado em fevereiro por “intercorrências processuais”. Na época, Dias Toffoli, então relator do caso, proferiu decisões que restringiram o acesso da Polícia Federal às provas.
O ministro também afirmou que o grupo de WhatsApp chamado “A Turma” não era um “mero grupo em rede social”. Para Mendonça, tratava-se de uma organização criminosa, formada por Luiz Philipe Mourão, conhecido como Sicário, e pelo policial aposentado Marilson Roseno, “sob liderança e comando inequívoco de Vorcaro”. Segundo as investigações, ações de intimidação a adversários eram planejadas nesse grupo.

