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Casa da Mulher Alagoana promove roda de conversa sobre misoginia e violência

Reprodução

Com o objetivo de discutir o cenário atual da violência contra a mulher, com foco na chamada misoginia organizada e seus desdobramentos no ambiente virtual e fora dele, a Casa da Mulher Alagoana promoverá, no dia 26 de abril, às 14h30min, uma roda de conversa com o tema ‘Criminalização da Misoginia e Cultura Redpill’. O encontro reunirá profissionais, pesquisadoras, integrantes de movimentos de mulheres e demais interessados no tema. Ação será aberta ao público.

A psicóloga da Casa da Mulher Alagoana, Bruna Diniz, uma das facilitadoras da atividade, explica que o momento foi pensado para ampliar o debate com a comunidade em geral sobre as novas dinâmicas da violência de gênero. “A ideia é pensar esse cenário atual em torno da violência contra a mulher, trazendo como mote o Projeto de Lei nº 998/2026, que trata da criminalização da misoginia organizada”, destacou.

Segundo a psicóloga, a proposta é discutir como grupos organizados, muitas vezes articulados em redes sociais e aplicativos de mensagens, têm disseminado discursos de ódio contra mulheres. Esses movimentos, associados a ideologias como a chamada “Redpill”, promovem a naturalização da violência e reforçam a ideia de mulheres como inimigas, o que pode impactar diretamente comportamentos no mundo real.

“É um movimento que surge no ambiente online, mas que se reflete na vida concreta, relativizando práticas graves como o estupro e outras formas de violência. Precisamos entender como essas dinâmicas estão se estruturando e quais são os impactos disso na sociedade”, explicou Bruna Diniz.

A roda de conversa contará também com participação da psicóloga e pesquisadora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Jennyfer Chagas, e do psicólogo e pesquisador Gabriel Ferreira. O encontro será estruturado a partir de falas iniciais dos convidados, que irão compartilhar experiências profissionais e resultados de pesquisas relacionadas ao tema. Em seguida, o espaço será aberto para debate com o público, permitindo a troca de ideias, reflexões e construção coletiva de estratégias de enfrentamento.

O encontro é aberto à comunidade em geral e busca, sobretudo, ampliar a compreensão sobre as novas formas de manifestação da violência contra a mulher, que, embora assumam diferentes contornos, ainda mantêm práticas históricas de desigualdade, silenciamento e naturalização da agressão.

/Dicom TJAL

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