Após edital de chamamento para formalização contratual cujo aditivo constava redução nos valores do plantão, os obstetras da Maternidade do Hospital da Cidade (HC) comunicaram ao Sindicato dos Médicos de Alagoas, nessa quarta-feira (1º) o desligamento coletivo. Inicialmente, houve proposta de enxugamento do quadro de plantonistas, o que foi contestado. Diante disso, a empresa Maceió Saúde, responsável pela gestão, alterou o edital 05/25, acrescentando ao texto redução considerável no valor do plantão dos especialistas, como explicou a presidente do Sinmed, Sílvia Melo.
Segundo ela, são realizados entre 200 a 270 partos mensais na maternidade do HC, serviço imprescindível que vinha sendo prestado por cerca de 40 obstetras, e que fará muita falta à sociedade, caso não revertam a situação. “Estes profissionais atendem risco habitual e alto risco, o que exige rigor técnico, experiência e habilidade para garantir segurança às mães e bebês. Não é justo que sejam tratados com demérito, desabafou a líder sindical, ratificando total apoio aos colegas.
De acordo com a Dra. Sílvia Melo, a proposta fere a dignidade médica. “Para os que atuam como Pessoa Jurídica (PJ) — modalidade que já não oferece garantias trabalhistas básicas —, esse corte salarial é ainda pior. Enfim, esgotamos todas as vias de diálogo, como não houve entendimento, o consenso da categoria é pelo rompimento do serviço. A desvalorização torna insustentável a continuidade das atividades”, alegou, frisando indignação.
“A segurança de mães e recém-nascidos não pode ser negligenciada, tampouco o médico deve ser sacrificado em nome de ajustes orçamentários. O Sinmed/AL segue ao lado dos obstetras, pois entendemos que o valorização é o um dos caminhos para assegurar uma assistência qualificada à população alagoana”, afirmou Silvia Melo, lembrando que o Sinmed/AL permanece em vigília, torcendo para que a rede materno-infantil de Maceió não sofra com a desassistência provocada pela falta de reconhecimento aos seus profissionais.
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