O mês de abril está recheado de oficinas de músicas afro-brasileiras em Maceió. As programações serão realizadas no dia 13 de abril na Escola Municipal Maria Carmelita Cardoso Gama a partir das 11 horas, localizada no bairro Cidade Universitária, na entrada da Ufal; no dia 15 de abril na Escola Municipal Dr. Denisson Luiz Cerqueira Menezes, localizada no bairro Cidade Universitária, próximo ao conjunto Gama Lins, a partir das 18h30 e no dia 17 de abril na Escola Municipal Professora Hévia Valéria Maia Amorim, localizada no conjunto Village Campestre, a partir das 17 horas.
O Projeto é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Governo Federal, através do Ministério da Cultura (Minc), operacionalizado pela Prefeitura de Maceió, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.
As atividades práticas serão apresentadas e desenvolvidas com o uso de alguns instrumentos de percussão como caxixi, xequerê e agogô, percussão corporal e com objetos que usamos no nosso cotidiano como colheres de madeira, chaves, canetas etc.
Trata-se de uma oficina de música afro-brasileira, onde serão apresentadas a origem e o contexto histórico de alguns gêneros musicais afro-brasileiros começando pelo lundu, passando pelo maxixe, choro, samba e terminando no maracatu através de vivências musicais onde os professores e professoras que atuam na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental e ensino médio irão conhecer também alguns dos instrumentos usados nestes gêneros bem como praticá-los.
A oficina proporcionará aos educadores e educadoras atividades práticas que irão trabalhar os elementos musicais (melodia, harmonia, timbre, ritmo, altura, intensidade e duração) que possam ser aplicadas em sala de aula através das músicas de origem afro-brasileira para que os seus alunos possam desenvolver e aprimorar a sua percepção musical de forma lúdica.
Essa iniciativa vem para responder a demanda de muitos professores e professoras no sentido de aprofundar seus conhecimentos sobre a riqueza musical de matriz afro-brasileira e o quanto essa riqueza é importante para reforçar a identidade cultural dos estudantes da rede pública.
“A ideia surgiu no nosso cotidiano como professor de música em escolas públicas ao observar que a grande maioria das crianças matriculadas no ensino fundamental não conheciam e não sabiam o que é o lundu, o maxixe, o choro, apresentando inclusive uma visão, por parte destes, distorcida e preconceituosa relacionada à música de matriz africana, vinda muitas vezes de crianças negras que foram acostumas, devido ao racismo estrutural, a não reconhecerem e identificarem elementos da cultura afro-brasileira em suas vidas.” Explica o professor Luciano Falcão.
Essa distorção também é verificada no corpo docente que raramente recebe a oferta adequada de formações que tratem essa temática com a profundidade necessária, ou que quebrem a lógica de abordagens feitas de forma rasa a respeito da cultura e da música afro-brasileira.
Portanto esse projeto é importante para despertar a importância da cultura musical afro-brasileira para crianças em idade escolar e para os profissionais da educação para que como consequência fortaleça a nossa identidade cultural, a consciência crítica e a formação de cidadãos conscientes dessa importância cultural em suas vidas.
/Assessoria

