Redação
Dos 15 fundos de previdência que investiram em letras financeiras do Banco Master, Maceió (AL) registra o maior déficit, com rombo de R$ 299,4 milhões. O levantamento teve como base dados do Cadprev (Sistema de Informações dos Regimes Públicos de Previdência Social).
Durante a gestão do prefeito João Henrique Caldas (JHC), Maceió investiu cerca de R$ 97 milhões, por meio do Instituto de Previdência de Maceió (Iprev), no Banco Master. Após a aplicação, a cidade passou a ter o maior déficit previdenciário entre os fundos investidores.
Além de Maceió, outras quatro cidades do país apresentaram balanços deficitários, segundo os DRAAs (Demonstrativos de Resultados da Avaliação Atuarial). As cidades são: Campo Grande, Araras, Santa Rita d’Oeste e Paulista. A capital alagoana é a que tem o maior volume aplicado na instituição.
De acordo com o governo federal, estados e municípios serão os responsáveis finais por cobrir os rombos nos fundos de previdência. As letras financeiras, tipo de investimento utilizado pelos fundos, não contam com a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).
Com a saída de JHC da prefeitura de Maceió, o ex-vice e atual prefeito, Rodrigo Cunha, deve assumir não somente a gestão, como também as dívidas geradas pelos investimentos no Master. Ao todo, os fundos municipais aplicaram R$ 447,5 milhões na instituição financeira fundada por Daniel Vorcaro.
Por outro lado, não estão deficitários, apesar de também terem investido no Master, os regimes de previdência de Angélica, Aparecida de Goiânia, Fátima do Sul, Jateí, São Gabriel do Oeste, Cajamar, Santo Antônio da Posse, São Roque, Congonhas e Itaguaí.
Ainda que o investimento fosse em uma modalidade coberta pelo fundo, a proteção alcançaria apenas R$ 250 mil por instituição. Na prática, ao investir em letras financeiras, o fundo empresta recursos ao banco em troca de remuneração com juros.
/com informações do Poder360

