O Tribunal de Justiça de Alagoas negou o pedido liminar de habeas corpus apresentado pela defesa de Maurício Anchieta de Souza, proprietário da clínica Luz e Vida, onde a esteticista Cláudia Pollyanne foi assassinada.
A decisão foi proferida pelo desembargador João Luiz Azevedo Lessa, que entendeu não haver, neste momento, elementos suficientes que justifiquem a concessão da medida de urgência para colocar o investigado em liberdade.
Segundo os autos, Maurício Anchieta permanece preso após a conversão da prisão em flagrante em preventiva, sendo investigado por crimes graves, como tortura e estupro, supostamente cometidos no contexto do funcionamento da clínica de reabilitação.
O magistrado também ressaltou que não identificou, neste estágio inicial, situação de urgência ou ilegalidade evidente que justificasse a soltura imediata.
Maurício Anchieta e a esposa também são réus no processo que apura o assassinato de Cláudia Pollyanne, crime de grande repercussão em Alagoas. Esse novo processo, que envolve as acusações de abusos dentro da clínica, é considerado um desdobramento das investigações relacionadas à morte da esteticista, embora tramite em vara distinta.
Com a decisão, o empresário segue preso enquanto o caso continua em apuração nas diferentes frentes judiciais.
O habeas corpus da mulher de Anchieta, Jéssica Vilela, está marcado para ser julgado fim do mês. Ela também era dona do estabelecimento.
/Assessoria

