Ícone do site Folha de Alagoas

Sururu fará parte do cardápio das escolas municipais de Maceió

Uma formação realizada na última sexta-feira (17) marca o início de uma nova etapa na política de alimentação escolar da rede pública municipal de ensino. A Secretaria de Educação de Maceió (Semed) deu o primeiro passo para incluir o sururu no cardápio das escolas, unindo nutrição, valorização cultural e fortalecimento da economia local. O marisco é reconhecido como Patrimônio Imaterial de Alagoas.

A capacitação reuniu merendeiras das cinco unidades de ensino, as escolas municipais Nosso Lar, Deraldo Campos, Rui Palmeira, Lindolfo Collor e Silvestre Péricles, que participaram do projeto-piloto “Sururu na escola: inclusão e nutrição”. A formação ocorreu na Escola Nosso Lar e foi conduzida pela merendeira e gastróloga da Semed, Raquel Vieira.

A conta profissional que o marisco estará incluída no cardápio escolar de quatro maneiras: frito, com legumes, em forma de moqueca e de macarronada. “Para as crianças e adultos que irão provar pela primeira vez, a gente está trazendo o sururu na forma de moqueca, usando leite de coco, o sururu frito e a macarronada de sururu”, diz Raquel

A coordenadora-técnica de Nutrição e Segurança Alimentar da Semed, Ana Denise Cotrim, explica que a previsão é introduzir o alimento no cardápio a partir de maio, com a compra inicial, com recursos próprios, de cerca de 280 quilos mensais do produto, para atender aproximadamente três mil alunos das cinco escolas contempladas. Na primeira fase, o alimento deverá ser servido uma vez por mês.

Visitas técnicas e impactos socioeconômicos

Antes da implantação do projeto piloto, as equipes da secretaria realizaram visitas à Cooperativa de Marisqueiras Mulheres Guerreiras (Coopmaris), que vão fornecer o marisco, para compreender a cadeia produtiva do sururu e viabilizar a compra direta das trabalhadoras locais.

A medida segue as diretrizes da Comissão de Alimentos Tradicionais dos Povos (Catrapovos), iniciativa do Ministério Público Federal para viabilizar a compra de alimentos produzidos por comunidades tradicionais, a exemplo de pescadores, marisqueiras, indígenas, quilombolas e ribeirinhos, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Os impactos econômicos da ação são considerados promissórios. De acordo com um coordenador de Nutrição da Semed, a maior negociação mensal registrada pela cooperativa fornecedora girava em torno de R$ 2,5 mil. Com a entrada das escolas municipais no processo de compra, a estimativa é que esse valor alcance cerca de R$ 13 milhões mensais, ampliando significativamente a renda das marisqueiras.

/Ascom Semed

Sair da versão mobile