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Trump diz que espera “bombardear” o Irã se não houver acordo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (21) que espera continuar bombardeando o Irã caso os países não cheguem a um acordo para estender o cessar-fogo até o prazo final da noite de quarta-feira (22).

“Espero continuar bombardeando porque acho que essa é a melhor postura a se adotar”, declarou Trump durante uma entrevista por telefone ao programa “Squawk Box” do canal americano CNBC.

“Mas estamos prontos para agir. Quero dizer, as Forças Armadas estão ansiosas para entrar em ação. Elas são absolutamente incríveis”, afirmou ele, prosseguindo com elogios aos seus esforços para reconstruir as Forças Armadas dos EUA.

O vice-presidente JD Vance e outros altos funcionários do governo Trump devem viajar ao Paquistão para uma segunda rodada de negociações.

O presidente já havia declarado que é “altamente improvável” que ele estenda o prazo do cessar-fogo além de amanhã à noite.

Negociações em risco

Fontes iranianas disseram à agência de notícias Reuters que Teerã ainda não tomou uma decisão definitiva sobre participar ou não de mais uma rodada de negociações de paz em Islamabad, com o objetivo de encerrar a guerra que os Estados Unidos e Israel iniciaram contra o Irã em 28 de fevereiro.

Autoridades paquistanesas disseram que, se as delegações comparecerem, chegarão somente na quarta-feira (22), restando apenas algumas horas para chegar a um acordo antes do término da trégua de duas semanas.

Trump ameaçou reiniciar a guerra e atacar a infraestrutura civil do Irã, a menos que o país aceite seus termos. Uma primeira sessão de negociações, realizada há 10 dias, não produziu nenhum acordo, e Teerã vinha descartando uma segunda rodada esta semana, após os EUA se recusarem a encerrar o bloqueio e apreenderem um navio cargueiro iraniano.

Ainda assim, uma fonte paquistanesa envolvida nas discussões disse à Reuters que havia um impulso para a retomada das negociações na quarta-feira, e o vice-presidente dos EUA, JD Vance, era esperado em Islamabad.

Um funcionário iraniano disse à Reuters na segunda-feira que Teerã estava “analisando positivamente” sua participação, mas ressaltou que aguardava para ver se suas condições seriam atendidas, incluindo o reconhecimento de seu direito de enriquecer urânio.

Um alto comandante militar iraniano disse que o Irã estava pronto para dar uma “resposta imediata e decisiva” a qualquer renovação das hostilidades, informou a agência de notícias semioficial Tasnim.

O principal negociador, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou Trump na noite de segunda-feira de aumentar a pressão por meio do bloqueio, afirmando que Trump estava iludido ao tentar “transformar a mesa de negociações em uma mesa de submissão” ou justificar a retomada de atos belicistas.

O exército iraniano afirmou que um petroleiro iraniano entrou em suas águas territoriais vindo do Mar Arábico na segunda-feira (20) com a ajuda da Marinha iraniana, apesar do que descreveu como repetidos avisos e ameaças da força-tarefa naval dos EUA.

O Irã bloqueou em grande parte o Estreito de Ormuz, que controla o acesso ao Golfo Pérsico a todos os navios, exceto os seus.

O país havia anunciado na semana passada que reabriria o estreito, mas reverteu a decisão no sábado (18), depois que Trump se recusou a suspender o bloqueio aos portos iranianos.

Isso deixou o estreito fechado e o mundo privado dos 20 milhões de barris de petróleo que normalmente o atravessavam diariamente.

/CNN Brasil

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