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Primeira CNH para carro e moto terá exame toxicológico obrigatório

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A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) determinou que os Detrans de todo o país passem a exigir exame toxicológico nos processos de primeira habilitação para motoristas das categorias A e B, destinadas a motocicletas e carros. A orientação foi formalizada por meio do Ofício-Circular nº 573/2026, enviado aos órgãos estaduais na última sexta-feira (15).

A medida busca uniformizar a aplicação da Lei nº 15.153/2025, que tornou obrigatório o exame toxicológico para candidatos à primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Apesar de a regulamentação definitiva ainda estar em análise pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a Senatran afirma que a exigência legal já deve ser cumprida imediatamente pelos Detrans.

Como funcionará a cobrança

Segundo o documento, a comprovação do resultado negativo deverá ser verificada na etapa de emissão da Permissão para Dirigir (PPD), conhecida como carteira provisória.

O candidato poderá apresentar o exame em qualquer fase do processo, desde que o resultado esteja registrado no Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach) antes da emissão da permissão.

A Senatran também determinou que seja desconsiderado um ofício anterior, publicado em fevereiro deste ano, que havia gerado interpretações divergentes sobre a aplicação imediata da regra.

O que muda para quem vai tirar a CNH

Com a nova orientação, os candidatos à primeira habilitação para carro ou moto precisarão apresentar exame toxicológico de larga janela de detecção, capaz de identificar o consumo de substâncias psicoativas em um período de até 90 dias.

O exame é feito em laboratórios credenciados e normalmente utiliza amostras de cabelo, pelos ou unhas. Entre as substâncias rastreadas estão anfetaminas, cocaína, maconha e opiáceos.

A exigência ainda gera dúvidas entre Detrans e autoescolas porque o Contran não concluiu a regulamentação operacional da medida.

A própria Senatran reconhece no ofício que existem desafios “técnicos, operacionais e regulatórios” para implementação do procedimento.

Debate sobre custos e segurança

A ampliação da exigência divide opiniões. Defensores da medida afirmam que o exame pode contribuir para aumentar a segurança no trânsito e reduzir acidentes relacionados ao uso de drogas por motoristas iniciantes. Já críticos argumentam que a mudança encarece o processo de obtenção da CNH e pode dificultar o acesso de pessoas de baixa renda à habilitação.

O custo do exame varia conforme o estado e o laboratório, mas costuma ficar entre R$ 100 e R$ 250, segundo estimativas do setor.

A Senatran informou que seguirá prestando orientações técnicas complementares aos Detrans enquanto o Contran conclui a regulamentação definitiva da nova exigência.

/Congresso em Foco

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