Redação
O representante do Transparência Nordeste, João Edson Barros Viana, usou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para afirmar que o ex-prefeito de Inhapi, Tenorinho Malta, tem ingressado com ações judiciais contra o instituto de fiscalização após ser acusado de possíveis atos de improbidade administrativa durante sua gestão no município.
Segundo o Transparência Nordeste, Tenorinho foi denunciado aos órgãos de controle por um contrato de R$ 4.019.090,00 para manutenção da frota municipal, sem concorrência efetiva e sem dados no Portal da Transparência. A empresa beneficiada foi a ALX Multi Serviços, pertencente ao empresário Luiz Henrique Suruagy, apontado pelo instituto como pessoa próxima ao ex-prefeito.
O instituto também apresentou denúncia para apurar possíveis irregularidades na contratação da empresa Yes Inhapi, apontando inconsistências na execução dos serviços e nos pagamentos realizados pelo município, além de questionamentos sobre a habilitação técnica da empresa e o uso de recursos federais da educação, incluindo verbas do Fundeb e precatórios do Fundef.
Outra representação envolve o contrato com a empresa AM da Silva Serviços & Locações Ltda. Segundo o Transparência Nordeste, a contratação teve início em 2022, por meio de adesão a ata de registro de preços no valor de R$ 4,1 milhões. Posteriormente, os valores teriam chegado a R$ 17 milhões em empenhos, sendo cerca de R$ 15,9 milhões efetivamente pagos em menos de três anos.
Em vídeo publicado nas redes sociais, João Edson afirmou que, apesar das ações judiciais movidas por Tenorinho Malta, parte das denúncias já teria sido aceita por órgãos de controle federais, o que, segundo ele, pode indicar o avanço das investigações sobre os contratos. “Use esse mesmo corpo jurídico que o senhor tem para começar a responder essas questões, porque, inclusive, algumas delas já foram aceitas pelos órgãos federais”, declarou.
Os casos foram encaminhados ao Ministério Público Federal (MPF), à Controladoria-Geral da União (CGU), ao Ministério Público de Alagoas (MP-AL) e à Polícia Federal.

