A repercussão das mobilizações para as agendas de JHC (PSDB) no interior de Alagoas abriu uma crise nos bastidores de sua pré-campanha ao Governo do Estado. Segundo relatos de aliados, o ex-prefeito passou a se queixar, em conversas reservadas, que não tinha conhecimento da contratação de vans, ônibus e pessoas para reforçar seus atos políticos, atribuindo a operação ao vereador Kelmann.
A declaração ocorre após uma sequência de episódios que revelou a forma de mobilização do público nas agendas do tucano. Em Pão de Açúcar, vídeos escancararam a chegada de participantes em vans e ônibus. Dias depois, em Quebrangulo, uma liderança política local afirmou que grande parte das pessoas presentes não era do município e relatou a utilização de veículos para transportar participantes de outras cidades.
O desgaste aumentou com a circulação de um áudio relacionado à agenda de Arapiraca, no qual uma pessoa afirma que ela e uma turma de aproximadamente 50 pessoas haviam sido chamadas para fazer uma “diária” na chamada “cena do bairro Brasília”. Na mensagem, a pessoa pergunta se a participação poderia trazer problemas políticos para o grupo.
Interlocutores também afirmam que o ex-prefeito admitiu dificuldades para estruturar financeiramente a pré-campanha proporcionais. Segundo esses relatos, JHC teria dito que não conseguiu o apoio financeiro esperado do deputado Arthur Lira (PP) e que, diante desse cenário, a estratégia passou a ser concentrar esforços exclusivamente na disputa majoritária.
Nos bastidores, a avaliação é de que, diante das indefinições e das dificuldades de estruturação, a prioridade do grupo passou a ser a eleição majoritária, enquanto pré-candidatos proporcionais demonstram insatisfação com a baixa mobilização da campanha.

