Isadora Noia*
O Movimento Unificado dos Servidores Públicos de Maceió protocolou, nesta quinta-feira (18), uma representação cobrando esclarecimentos sobre a aplicação de R$ 117 milhões do Instituto de Previdência de Maceió (Iprev) em letras financeiras do Banco Master. O ato foi acompanhado por uma manifestação em frente ao local, onde servidores exibiram cartazes exigindo transparência sobre o destino do valor aplicado.
Segundo o movimento, recursos previdenciários de milhares de servidores teriam sido aplicados em “condições manifestamente incompatíveis com a legislação vigente, em benefício de interesses que não os dos segurados”.
Os servidores afirmam que a categoria aguarda respostas claras dos órgãos responsáveis e defendem a apuração dos fatos pelas autoridades competentes.
“Os impactos patrimoniais causados pela gestão irregular e potencialmente criminosa do fundo não afetam apenas a administração do regime próprio, mas possuem potencial repercussão sobre a segurança previdenciária dos segurados e sobre a sustentabilidade financeira do sistema”, diz trecho da representação.
Caso Iprev/Master
Em Maceió, durante a gestão do ex-prefeito JHC (PSDB), o Instituto de Previdência do Município (Iprev), responsável pela gestão dos recursos de aposentadorias e pensões dos servidores municipais, depositou R$ 117 milhões no Banco Master, sem a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que resultou na perda do dinheiro com a falência do banco.
De acordo com documentos encaminhados ao MP/AL, o Iprev destinou R$ 168,5 milhões a duas aplicações consideradas arriscadas. Do total, R$ 117,9 milhões foram investidos em letras financeiras emitidas pelo Banco Master, enquanto R$ 51,48 milhões foram aplicados em cotas do NEST Eagle Fundo de Investimento Imobiliário.
/Estagiária sob supervisão

