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MPT pede que CNJ barre publicidade de influenciadores mirins nas redes

MPT (Ministério Público do Trabalho) encaminhou nota técnica ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) na qual defende que menores de 16 anos sejam proibidos de atuarem como influenciadores em peças publicitárias nas redes sociais.

O CNJ julga amanhã (23) a proposta que regulamenta a concessão de autorização judicial para que crianças e adolescentes produzam conteúdos artísticos ou publicitários em ambientes digitais, de forma a cumpir com o novo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) Digital.

O parecer do MPT, no entanto, defende que a Justiça não conceda alvarás para menores de 16 anos fazerem publicidade na internet, reservando a possibilidade de autorizações judiciais apenas para apresentações e criações de natureza puramente artística e cultural.

No Brasil, a Constituição Federal proíbe o trabalho de menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz. Uma exceção são as atividades artísticas, que dependem de autorização específica e não devem, em nenhuma hipótese, legitimar a exploração do trabalho infantil ou prejudicar o desenvolvimento da criança.

 

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