Da Redação
As recentes ações judiciais movidas pela Federação PSDB/Cidadania, partido do ex-prefeito de Maceió e pré-candidato ao Governo de Alagoas, JHC, contra veículos de comunicação têm provocado debates sobre liberdade de imprensa e o papel histórico do partido na defesa das instituições democráticas. Em meio às tentativas de censura, duas das principais lideranças da legenda das últimas décadas se mantêm em silêncio: Téo Vilela, em Alagoas, e Aécio Neves, no cenário nacional.
Durante anos, Téo Vilela foi o principal nome do PSDB alagoano. Ex-governador do Estado por dois mandatos, ele comandou a sigla no estado e se tornou uma das referências do partido na região Nordeste.
Sua trajetória política também está ligada ao legado de seu pai, Teotônio Vilela, conhecido como o “Menestrel das Alagoas”. Senador da República, Teotônio ganhou destaque pela atuação em defesa da redemocratização do país durante o regime militar, tornando-se uma das vozes mais respeitadas na luta pela anistia e pela restauração das liberdades democráticas.
No plano nacional, Aécio Neves também ocupa posição de destaque na história do partido. Ex-governador de Minas Gerais, ex-senador e candidato à Presidência da República em 2014, ele esteve entre os principais dirigentes do PSDB e ajudou a conduzir o partido em momentos decisivos da política brasileira.
O PSDB construiu sua identidade política associada à defesa da democracia, das instituições e da liberdade de expressão. Ao longo de sua história, o partido se apresentou como uma das principais forças políticas comprometidas com os valores democráticos consolidados após o fim do regime militar.
Apesar da postura histórica da legenda, desde que o comando estadual do partido passou a ser comandado pelo ex-prefeito de Maceió, JHC, as atitudes adotadas têm sido outras. Agora, não mais em defesa da liberdade de imprensa, liberdade de expressão, mas sim de tentar cercear veículos de comunicação.

