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Assembleia Legislativa precisa enfrentar o problema da letalidade na juventude, defende vereadora

Reprodução

A vereadora por Maceió e pré-candidata a deputada estadual Teca Nelma defendeu que a Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE-AL) assuma um papel mais ativo na construção de políticas públicas voltadas à juventude, especialmente no enfrentamento à violência que atinge jovens negros e periféricos.

Em entrevista à rádio Jovem Pan Maceió, Teca afirmou que a letalidade da juventude precisa ser tratada como um problema estrutural, que exige mais do que ações de segurança pública. “A gente precisa parar de perguntar o que o jovem fez para ser morto e perguntar o que o Estado deixou de fazer por esse jovem”, afirmou.

Teca também chamou atenção para o perfil das vítimas da violência no estado e defendeu que o enfrentamento da letalidade juvenil considere o recorte racial. Segundo a vereadora, os jovens negros e periféricos são os mais atingidos por esse cenário.

“Hoje, quem morre em Alagoas e no Brasil são, em sua maioria, jovens negros e periféricos. Enfrentar a letalidade da juventude exige políticas públicas, oportunidades e um compromisso real com a vida”, afirmou.

Segundo a vereadora, a construção dessas políticas passa por ouvir quem vive essa realidade. Por isso, ela disse que tem percorrido diferentes regiões de Alagoas para conhecer as demandas e expectativas da juventude.

“Tenho conversado muito com a nossa juventude, a juventude do Agreste, do Sertão, do Litoral, entendendo quais são as perspectivas de vida e como a Assembleia Legislativa tem um papel primordial nessa construção da política pública. Venho conversando com a população para a gente construir esperança para o Estado de Alagoas”, concluiu.

Durante a entrevista, Teca também citou as dificuldades de acesso ao ensino superior, a inserção no mercado de trabalho e a permanência nos estudos como questões que também precisam ser enfrentadas pelo poder público.

Para a pré-candidata, a Assembleia Legislativa deve estar mais próxima da população e abrir espaço para a participação da juventude na formulação das políticas públicas.

“A gente quer inverter a lógica da Assembleia. Às vezes a sensação que eu tenho é que ela é muito fechada. As pessoas não entram naquele espaço, não entendem para que serve a Assembleia Legislativa, e a gente precisa trazer o frescor da participação popular, o frescor do povo naquele espaço”, disse.

/Assessoria

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