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Maceió: com novo promotor, caso Iprev/Banco Master está em “apuração”

Reprodução

Redação

O caso envolvendo os investimentos do Iprev Maceió no Banco Master passa a ser acompanhado por um novo promotor de Justiça. A mudança representa uma nova etapa na atuação do Ministério Público Estadual sobre um dos episódios que mais repercutiram no cenário político e administrativo da capital alagoana.

A reportagem da Folha entrou em contato com a assessoria de imprensa do Ministério Público de Alagoas para obter dados sobre o andamento do procedimento. A informação repassada é que o “caso está em apuração” pelo promotor de Justiça Jamyl Gonçalves Barbosa, que é titular da 21ª Promotoria de Justiça da Capital (Fazenda Estadual).

Vale lembrar que as apurações, levantamentos e investigações darão o tom das medidas que serão adotadas em relação a prefeitura de Maceió, servidores e o Banco Master.

A manifestação sinaliza que o caso continua sendo objeto de acompanhamento pelo órgão ministerial e deve ganhar novos desdobramentos a partir da atuação da nova condução, bem diferente da anterior.

Investigação comprometida

O procedimento era apreciado pela promotora Gilcele Dâmaso de Almeida Lima, que é titular da 14ª Promotoria de Justiça da Capital (Fazenda Pública Municipal). A mudança de atribuição ocorre em meio à expectativa por novas diligências e análises sobre o caso, que envolve o aporte de R$ 117 milhões de recursos previdenciários dos aposentados e pensionistas de Maceió no Banco Master.

Gilcele é irmã de Júnior Dâmaso, que foi candidato a prefeito de Marechal Deodoro com o apoio de João Henrique Caldas, ex-prefeito de Maceió quando aconteceu a transação entre Iprev e o Master.

Mesmo com apoio de JHC, Dâmaso perdeu a eleição para Bocão. Porém o candidato do ex-prefeito de Maceió seguiu na administração pública da capital recebendo sem trabalhar.

Como estourou o Caso Master?

O tema ganhou ampla repercussão após o vereador por Maceió e atual pré-candidato a deputado federal, Rui Palmeira, encaminhar ao Ministério Público uma extensa documentação sobre os “investimentos no Master”. O parlamentar também levou o assunto à tribuna da Câmara Municipal, onde apresentou informações e questionamentos sobre a aplicação dos recursos públicos.

Rui sempre deixou claro que os aportes financeiros não tinham “fundo garantidor”, o que mais tarde viria à tona em todo país.

No cenário nacional, o caso do Banco Master ganhou novos contornos após o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador da instituição, tornar-se alvo de investigações da Polícia Federal. Vorcaro foi preso no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As acusações são contestadas por sua defesa, e os processos seguem em tramitação.

Silêncio absoluto

A reportagem da Folha de Alagoas segue na tentativa de contato com atual gestão do Iprev para falar sobre a temática e como a autarquia colabora com órgãos de controle e investigações da Polícia Federal sobre o caso.

CPI

Já o Poder Legislativo estadual se movimenta no sentido de criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar onde foi parar os dinheiro dos aposentados de Maceió.

A expectativa é que a CPI seja criado após o recesso.

A reportagem foi informada que Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas já tem os nomes para relatar e presidir a Comissão, mas os personagens seguem em sigilo.

A Folha apurou com pessoas próximas a Mesa Diretora da Casa de Tavares Bastos que o nome do deputado Ronaldo Medeiros é o favorito para ser o relator, uma vez que o mesmo tem vasta experiência no quesito previdência, já que foi funcionário de carreira do INSS.

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