O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a liderança na disputa pela Presidência da República em 2026 e aparece com 41% das intenções de voto na pesquisa estimulada da Indexa Pesquisas, divulgada nesta terça-feira (21).
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registra 30%, mantendo a segunda colocação e ficando 11 pontos percentuais atrás do petista.
Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD) (6%), Romeu Zema (NOVO) (3%), Renan Santos (Missão) (3%), Joaquim Barbosa (1%) e Augusto Cury (1%). Samara Martins, Cabo Daciolo e Hertz Dias não atingiram 1% das intenções de voto.
Brancos e nulos somam 8%, enquanto 7% dos entrevistados disseram não saber em quem votar ou preferiram não responder.
Em relação à rodada anterior, realizada em junho, Lula oscilou de 42% para 41%, enquanto Flávio passou de 31% para 30%. As variações ocorreram dentro da margem de erro. Caiado avançou de 5% para 6%. Zema e Renan permaneceram com 3%.
Na comparação com maio, Lula passou de 39% para 41%. Flávio manteve os mesmos 30% registrados na primeira rodada do levantamento.
Lula lidera entre mulheres e no Nordeste
O levantamento segmentado mostra que Lula alcança seus melhores resultados no Nordeste, onde registra 48% das intenções de voto, ante 25% de Flávio. O presidente também lidera no Sudeste, por 41% a 32%, e no Norte, por 41% a 29%.
Flávio aparece à frente no Centro-Oeste, com 39%, contra 29% de Lula. No Sul, os dois estão tecnicamente empatados: Lula tem 33%, e o senador, 32%.
Entre as mulheres, Lula marca 45%, contra 26% de Flávio. No eleitorado masculino, a diferença é menor: o presidente aparece com 36%, enquanto o senador registra 35%.
Lula também lidera em todas as faixas etárias. O melhor desempenho ocorre entre os eleitores com 60 anos ou mais, grupo no qual alcança 44%, ante 28% de Flávio.
Na divisão por religião, o presidente registra 54% entre os entrevistados sem religião e 41% entre os católicos. Flávio lidera no eleitorado evangélico, com 41%, contra 30% de Lula.
Dois terços dizem já ter escolhido o candidato
A pesquisa aponta que 66% dos brasileiros afirmam já ter definido seu voto para presidente. Outros 26% dizem que ainda podem mudar de candidato, enquanto 8% não souberam responder ou preferiram não opinar.
O índice permanece praticamente inalterado desde maio, quando era de 65%, passando para 67% em junho.
Entre os eleitores de Lula, 77% afirmam que a decisão é definitiva. No grupo de apoiadores de Flávio Bolsonaro, esse percentual chega a 75%.
Lula vence todos os cenários de segundo turno
A Indexa também simulou quatro cenários de segundo turno, e Lula aparece numericamente à frente em todos eles.
Contra Flávio Bolsonaro, o presidente registra 46% das intenções de voto, contra 39% do senador. Brancos e nulos representam 9%, enquanto 6% permanecem indecisos.
Em um eventual confronto com Romeu Zema, Lula alcança 46%, ante 32% do governador mineiro.
Contra Ronaldo Caiado, o presidente soma 45%, enquanto o governador de Goiás aparece com 37%.
No cenário diante de Renan Santos, Lula registra sua maior vantagem: 47% das intenções de voto, contra 27% do presidente do Partido Missão.
Ao longo das três rodadas da pesquisa, Lula permaneceu à frente em todos os confrontos simulados.
Lula e Flávio concentram maior apoio e maior rejeição
O levantamento também mediu o potencial eleitoral dos principais pré-candidatos.
Entre os entrevistados, 37% afirmam que votariam com certeza em Lula, enquanto outros 12% dizem que poderiam votar nele. Ao mesmo tempo, 49% afirmam que jamais votariam no presidente.
Flávio Bolsonaro registra 31% de voto consolidado, potencial de crescimento de 13% e rejeição de 50%.
Ronaldo Caiado apresenta 4% de voto consolidado, 32% de potencial de crescimento e rejeição de 35%. Romeu Zema registra 3% de voto consolidado, potencial de 25% e rejeição de 40%. Renan Santos aparece com 3% de voto consolidado, 20% de potencial eleitoral e rejeição de 40%.
Os resultados indicam que Lula e Flávio Bolsonaro concentram simultaneamente os maiores contingentes de eleitores fiéis e os maiores índices de rejeição, enquanto os demais nomes ainda apresentam espaço para ampliar seu eleitorado.
/Agência Brasil

