Redação
O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas ampliou a apuração envolvendo emissoras apontadas como ligadas à família de JHC e determinou que a Prefeitura de Maceió apresente informações sobre possíveis vínculos de dirigentes da Fundação Quilombo com a administração municipal.
A medida integra o processo que suspendeu propaganda eleitoral antecipada em cinco frequências de rádio e envolve JHC, a senadora Eudócia Caldas, Marina Candia, empresas de comunicação e a Federação PSDB/Cidadania.
Na decisão, o desembargador eleitoral Maurício César Breda Filho estabeleceu prazo de cinco dias para que o Município informe se integrantes da direção e dos conselhos da Fundação Quilombo exerceram cargos comissionados ou mantiveram vínculos funcionais entre 2024 e 2026.
A Prefeitura deverá encaminhar portarias de nomeação, atos de exoneração, lotações, cargos ocupados e fichas financeiras contendo os salários pagos aos dirigentes no período investigado. O pedido alcança as secretarias de Gestão de Pessoas e Patrimônio, Educação, Saúde e Infraestrutura, além da Alurb e da Companhia Municipal de Administração, Recursos Humanos e Patrimônio.
O magistrado também determinou que o Município esclareça a situação funcional de Thiago Prado em 9 de julho, informando se ele exercia o cargo de secretário municipal de Segurança Pública e em quais condições ocupava a função.
A investigação teve origem em representação do MDB, que sustenta haver dirigentes e conselheiros da Fundação Quilombo vinculados à folha de pagamento da Prefeitura de Maceió. Segundo o partido, a estrutura das emissoras educativas teria sido utilizada para favorecer pré-candidaturas ligadas à família de JHC. A Justiça Eleitoral ainda irá verificar se os vínculos apontados existiram e qual seria sua extensão.
Além disso, o TRE requisitou à Junta Comercial de Alagoas o contrato social e o histórico societário da empresa Alagoas Comunicação. Na ação, o MDB afirma que JHC possui participação de 30% nas cotas da empresa.

